Hélder Teixeira pediu espaço aos aliados para intervir por si no «Big Brother All Stars», durante um debate que colocou Francisco Monteiro e Carlos Sousa em confronto. Na gala de 1 de novembro, Francisco acusou Carlos de usar Hélder para o atingir, uma leitura que o cabeleireiro rejeitou.
Maria Botelho Moniz começou por perguntar a Hélder se a proteção de Helena Isabel o condicionava dentro da casa.
“De certa forma, se calhar um bocadinho. Fico um bocadinho abafado. Porque se calhar ela está sempre a dizer: ‘ó Hélder, põe-te à vontade, descontraia-te e olha, mas qualquer coisa pergunta aqui a nós, anda aqui para a nossa beira, a gente quer-te bem’. E acho que ela se calhar, por estar sempre a chamar-me a atenção, ‘olha, Hélder, cuidado com isto, olha, Hélder, cuidado com aquilo’, se calhar acaba por não ser eu próprio, porque eu sei-me defender”, explicou.
O concorrente admitiu que, com maior liberdade, “podia ser que se calhar até dava um bocadinho mais jogo, mais ação”.
“Eu não ando outra vez na escola, na creche”
Hélder defendeu que a amizade não precisava de se traduzir numa vigilância permanente sobre as suas intervenções.
“Eu sei-me defender, eu não preciso que toda a gente esteja aqui a controlar-me, porque eu não ando outra vez na escola, na creche. Portanto, eu acho que em parte eles continuarem meus amigos e deixarem-me um bocadinho mais à solta, eles vão ter a certeza que eu não vou deixar ficar mal com eles”, afirmou.
Ainda assim, reconheceu uma intenção de ajuda nas atitudes de Carlos Sousa, Helena Isabel e Catarina Miranda.
“Eu não considero que falem mais por mim, eu acho que eles de certa forma estão a tentar ajudar. E se calhar, como eu não falo, e eu falo poucas vezes, eu detesto discussões, não me identifico com isso. E eles depois, claro, o Carlos ou a Helena ou até a Catarina, mas acho que até se calhar mais o Carlos e a Helena são os que mais me defendem aqui na casa”, declarou.
O pedido passou por ter mais oportunidades para responder: “Mas não me sinto sufocado por isso. Agora, se calhar, se eles estivessem mais tempo calados e obrigassem a que o Hélder tivesse que falar, se calhar é isso que os outros meus colegas querem, que seja eu próprio a ouvir mais a sua voz.”
Francisco identifica grupo e confronta Carlos
Maria Botelho Moniz perguntou depois a Francisco Monteiro a quem se referia quando falava numa “grupeta” e de que forma sentia estar a ser prejudicado.
“Maria, eu considero que o Hélder, a Helena, o Carlos e a Catarina são neste momento um grupo muito conciso. Eu não percebi de onde é que veio esta animosidade do Carlos para comigo. Não sei, talvez venha de lá de fora, que não tenha acontecido cá dentro. Acho que sempre fui correto com o Carlos em todos os momentos”, respondeu.
Francisco reagiu também às imagens em que Carlos sugeria que alguns colegas teriam outra postura se não estivessem protegidos pelas regras do programa.
“Quando o Carlos fala aqui, e obviamente eu levo para mim, se ele achar que não, poderá dizê-lo também. Quando diz ali que muitos de nós se calhar daríamos um passo atrás se fosse para andar ao soco aqui dentro, bem, eu vim aqui para o Big Brother. Se eu quisesse andar ao soco, ia para o pugilismo, uma coisa qualquer que o valha. Portanto, é normal que aqui nós possamos debater os assuntos e dar opiniões e não chegar a vias de facto”, afirmou.
Acrescentou depois a acusação: “Eu acho que o Carlos, sim, acabou por utilizar o Hélder apenas e só como um veículo para chegar onde queria. Pegou em vários temas sobre mim que acho que não fazem sentido nenhum, até porque acho que nunca fui incorreto com o Carlos.”
Acusação de usar Hélder como “arma de arremesso”
Questionado sobre se considerava que Carlos utilizava Hélder como “arma de arremesso”, Francisco respondeu afirmativamente e apresentou a sua versão da origem do conflito.
“Sem dúvida alguma que usa, porque o Carlos sempre disse que não se vai meter em conflitos de outras pessoas, e o Carlos começou um conflito comigo a partir do Hélder, um conflito que começou do Hélder para comigo, porque antes de eu adjetivar o Hélder alguma vez, o Hélder já me tinha chamado ratazana e trafulha. E sim, eu chamei o Hélder de uma ou outra coisa, mas partiu dele”, declarou.
Francisco contestou ainda a utilização do termo bullying para descrever o tratamento dado ao colega.
“A partir disso começa um despique em que sempre que o Hélder tenta falar, e viu-se nas dinâmicas todas, interfere a Helena, a Catarina e o Carlos. E a partir daí o Carlos começa um conflito comigo em que trouxe um tema que para mim nós temos de ter consciência onde é que nós estamos”, começou por dizer.
“Nós estamos num programa de televisão e é um tema muito sério aí fora que muita gente passa. Estar aqui a brincar com um tema como bullying, quer dizer, o Hélder tem 40 e tal anos, o que seria se o Hélder não se conseguisse defender de qualquer pessoa que aqui está dentro. Quer dizer, o Hélder acho que tem capacidade para isso”, acrescentou, expondo a sua opinião.
Sobre a influência dos aliados, concluiu: “Eu acho que o Hélder é muito boa pessoa e acaba por ficar abafado por quem o rodeia. E eu acho que neste momento quem o rodeia não são as melhores pessoas para ele.”
Carlos Sousa rejeita manipulação
Chamado a responder, Carlos explicou que o comentário sobre comportamentos fora da casa não se dirigia exclusivamente a Francisco.
“Não, não é ao Francisco. Já vi aqui tantas reações, mulheres a encostar a cabeça, já vi o Francisco para o Luís, etc. Apenas dei um exemplo que se fosse lá fora, se calhar nem se levantavam dos sofás, mas como aqui não há essa hipótese, não é? Ainda bem que não há. Como o Francisco disse, isto não é nada de ringues”, afirmou.
“Apenas eu assisto a programas lá fora em que isso é possível. E aí muita gente nem sai do sítio, porque aqui toda a gente diz e fala o que quer porque estão aqui dentro. Mas é a opinião dele, eu respeito perfeitamente”, prosseguiu.
Quanto a Hélder, Carlos garantiu que agiu para o apoiar.
“Tenho pena de ele pensar isso, porque sempre que eu fiz ou disse algo foi para ajudar, ok? O Francisco disse que eu usei o Hélder como arma de arremesso. Não sei onde é que isso possa acontecer. Nem eu disse ao Hélder: ‘olha, vai falar com o Francisco’. Nunca na vida a minha conversa com o Hélder foi do Francisco. Apenas se calhar meti-me uma ou outra vez, quando vi uma conversa menos boa para o Hélder. Posso ter interferido, sim”, reconheceu.
Terminou invocando a lealdade aos amigos: “Mais uma vez vou tocar no mesmo assunto, os amigos servem para isso. Mas eu fui educado a isso, uma pessoa proteger os nossos. Se isso é errado, peço imensa desculpa. Peço desculpa a quem está a ver isto e pensa que foi uma arma de arremesso, mas não foi. Mas é a opinião dele, vale o que vale.”
Escolha de Sónia também surpreendeu Francisco
Durante a conversa, Francisco comentou ainda a decisão de Sónia Jesus de atribuir o acesso ao Portal do Tempo a Joana Albuquerque.
“Eu comecei uma relação de amizade com a Sónia não é à espera que exista algo em troca. Agora, a partir do momento em que nós estamos juntos aqui há dois meses, obviamente eu pensaria pelo menos que ao ter alguma coisa em mãos, a Sónia partilhasse com as pessoas que lhe são mais próximas. Eventualmente com a Sandrina, comigo. Portanto, quando partilhou com a Joana, fiquei um pouco admirado, mas é o que é”, afirmou.
