João Ricardo exigiu uma intervenção da produção do «Big Brother All Stars» perante o comportamento de Luís Gonçalves, criticou Helena Isabel pelos comentários sobre bairros sociais e acusou Miguel Vicente de fazer “o papel do santinho”. No «Extra», o comentador deixou também um desabafo sobre a hostilidade que chega a apresentadores e comentadores.
A análise às imagens da casa levou João Ricardo a questionar o rumo do «Big Brother All Stars». Durante o «Extra» conduzido por Marta Cardoso, o comentador considerou que algumas intervenções de Luís Gonçalves ultrapassam o confronto próprio do jogo e defendeu que a equipa deve atuar caso se repitam.
“Fico revoltado. Porque temos dentro de uma casa as pessoas lá dentro, que não são malucas. Isto aqui que o Luís fez, e se continuar nesta senda, eu acho que a produção tem que meter a mão. Porque isto é incitar à violência. Mesmo que não queira. Desculpa lá”, afirmou.
Para explicar a sua interpretação, apresentou um exemplo: “Eu, se disser à Inês, se disser a ti, se disser à Isabel, ‘cuidadinho, olha que eu tenho umas amigas minhas ali do bairro daqui ou dali. Cuidadinho com o que é que andas a fazer’, isto é incitar à violência.”
“O reality show hoje em dia é ódio atrás de ódio”
João Ricardo relacionou o ambiente na casa com as mensagens que chegam a quem acompanha o programa profissionalmente.
“O reality show hoje em dia é ódio atrás de ódio. É uma loucura. Os comentadores recebem mensagens, os apresentadores recebem mensagens. É uma loucura. E temos um senhor dentro de uma casa que faz isto recorrentemente”, lamentou.
O comentador insistiu na gravidade que atribui às situações em análise: “Das duas uma: ou são todos malucos que estão ali dentro daquela casa, ou então nós não estamos a ver as coisas que se passam. Porque isto é incitar à violência. E incitamento ao ódio também é crime.”
Marta Cardoso tentou intervir, começando por dizer “a verdade é que…”, mas João Ricardo pediu para concluir o raciocínio e passou às referências a bairros sociais feitas na casa.
Helena criticada por julgar quem vive em bairros sociais
Além das críticas a Luís, João Ricardo condenou a forma como o tema dos bairros foi abordado e dirigiu-se particularmente à postura de Helena Isabel.
“Trazer para dentro desta casa a geografia do bairro social, que aconteceu dentro da minha casa também, e eu chamei a atenção a uma concorrente… Isto é uma coisa… Porque a Helena acha que é a Miss Croquete dos reality shows. A Helena tem que pensar muito bem o que é que anda a fazer à vida dela. Porque a Helena, só por falar à queque, não lhe dá o direito de julgar quem é que mora no bairro social, que faz isto ou faz aquilo”, afirmou.
A intervenção estendeu-se a Miguel Vicente, cuja postura também mereceu reparos: “Isto que o Luís faz, sim, é incitamento ao ódio. Tanto para dentro da casa, como cá para fora. E o Miguel está ali a fazer o papel do santinho.”
João Ricardo recordou ainda que, segundo a sua leitura de um episódio anterior, “o Miguel prometeu dar duas ou três bolachadas no Francisco”.
Marta Cardoso questiona se Miguel está a aproveitar o conflito
As queixas de Miguel no confessionário estiveram igualmente em análise. Marta Cardoso explicou que o concorrente voltara a pedir a intervenção do Big Brother por se sentir ameaçado por Luís e recear consequências no exterior.
A apresentadora colocou ao painel duas possibilidades: a existência de motivos para esse receio e um eventual aproveitamento da situação no jogo.
“Do que temos visto, parece que há aqui as razões para que o Miguel esteja efetivamente preocupado com a sua segurança ou pode haver também aqui, em simultâneo, algum aproveitamento por parte do Miguel para, de alguma forma, fragilizar a posição do Luís”, questionou.
Isabel Figueira começou por distinguir a agressividade na comunicação de um comportamento fisicamente violento.
“Aquilo que eu não posso basear é na edição que o Luís fez, que não era tanto assim, mas que era uma pessoa bastante agressiva na maneira de falar e isso não quer dizer que seja violenta. É um outro tipo de agressividade”, afirmou.
Isabel Figueira admite que faltam “algumas peças”
A comentadora considerou que as situações não são isoladas: “Estas ameaças são constantes, já foi com o Francisco Monteiro, são constantes.”
Ainda assim, Isabel Figueira admitiu que os excertos transmitidos podem não permitir compreender tudo o que antecede as reações de Luís.
“Se são provocadas também pelos outros… Faltam-nos aqui algumas peças, se calhar há coisas que nós não vemos. Para o Luís chegar a este ponto, não parece que ele chegue a este ponto sozinho”, observou.
Marta Cardoso recuperou uma intervenção de Sónia Jesus: “A Sónia dizia ali, vimos na primeira peça, que o Luís não é maluco e não reage do nada.”
Isabel concordou com a relevância desse testemunho: “E também tem a Sónia em consideração, que foi muito assertiva naquilo que disse, na maneira como disse.”
João Ricardo questiona o que os concorrentes estão a oferecer ao público
No seu desabafo, João Ricardo deixou uma crítica mais abrangente ao elenco e ao peso que os confrontos assumiram nesta edição.
“Sinceramente, eu não consigo perceber como é que estes all stars, que se dizem all stars, aquilo que nos têm entregue nos últimos tempos é isto. É isto: agressões verbais, incitamento ao ódio, incitamento à violência. As pessoas querem divertir-se e estão cá fora. Os comentadores levam com isto, os apresentadores levam com isto. Eu não percebo.”
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