Renata Reis chorou ao falar do sonho de ter família e do receio de não encontrar alguém com quem o concretizar. Uma dinâmica do Big Brother All Stars levou a concorrente a reconhecer padrões nas suas relações que procura compreender em terapia.
Nesta terça-feira, 27 de outubro, os nomeados foram convidados a imaginar a vida dali a 15 anos, perante uma imagem digitalmente envelhecida do próprio rosto.
Renata começou por reparar numa expressão que associou ao futuro que deseja: “Eu olho para essa foto e parece que estou cansada, mas feliz.”
Ao descrever onde gostaria de estar, apontou o Porto e uma vida familiar construída.
“Espero conseguir construir a minha família, se calhar já ter filhos, se calhar ter um companheiro”, afirmou.
“Que visse valor em mim”
Questionada pelo Big Brother sobre as características que procura num parceiro, Renata emocionou-se.
“Alguém que gostasse de mim, que tivesse muito orgulho em mim e que me tratasse bem”, respondeu.
Mais do que uma lista de qualidades, a concorrente destacou a necessidade de se sentir reconhecida e acompanhada.
“Que me valorizasse, que me tratasse bem, que visse valor em mim, que me apoiasse”, acrescentou.
No plano profissional, recordou a marca de cosméticos, os projetos ligados à roupa e outras ideias que mantém por concretizar. Ainda assim, colocou a vida pessoal à frente da ambição de carreira.
“Quero atingir uma estabilidade financeira que me permita realmente ter a minha casinha, ter a minha família”, explicou.
Renata admite perder a esperança
A conversa tornou-se mais emotiva quando Renata falou da distância que sente entre esse desejo e a realidade.
“Às vezes perco um bocadinho a esperança de que vou encontrar alguém e conseguir família”, confessou.
A concorrente explicou que a valorização da independência não elimina o seu desejo de partilhar a vida com outra pessoa.
“Sempre foi um sonho muito grande para mim construir família e ter os meus filhos. Parece um sonho cada vez mais distante e impossível”, lamentou.
Quando a Voz lhe perguntou o que alimenta esse receio, Renata apontou as próprias experiências afetivas.
“Não tenho sorte ou sigo sempre padrões que me levam sempre ao mesmo sítio”, afirmou.
Perante o conselho para quebrar esses padrões, explicou que já procura trabalhar o assunto.
“Não é assim tão fácil. E eu faço terapia e tudo, é um dos assuntos que abordo”, revelou.
“Quero muito que aquela pessoa não esteja sozinha”
Em lágrimas, Renata descreveu a frustração que sente quando compara a sua vida com a de pessoas próximas.
“Não é fácil perceber porque é que vou sempre parar ao mesmo sítio, porque é que é sempre a mesma coisa, porque é que nunca mereço a minha vez de ser feliz”, afirmou.
Embora reconheça que conquistou maior estabilidade financeira nos últimos dois anos, sente por realizar uma parte essencial dos seus projetos.
Olhando para a imagem do seu rosto envelhecido, deixou um desejo: “Quero muito que aquela pessoa que esteja ali na imagem não esteja sozinha. Que consiga encontrar alguém ao lado dela que a valorize e que cuide dela.”
Renata destacou ainda a importância dos avós, da relação com o irmão e das amizades que quer preservar. Quanto ao trabalho, mostrou confiança na própria capacidade de encontrar soluções.
“Tenho duas mãos para trabalhar, seja o que for eu vou fazer e as coisas acontecem”, garantiu.
