Quinta-feira, Outubro 28, 2021

Big Brother: Homossexualidade, traições e depressão marcam a vida de António Bravo

Big Brother: Homossexualidade, traições e depressão marcam a vida de António Bravo

Big Brother: Homossexualidade, traições e depressão marcam a vida de António Bravo, concorrente do reality show da TVI.

É um dos concorrentes que mais sorri, no Big Brother, mas a sua vida teve muitos momentos de dor e mágoa.

Desde a sua entrada na casa mais vigiada do país que o lisboeta mostra ser bem-disposto e sempre pronto para soltar uma gargalhada nos colegas, mas nem sempre foi assim.

Na sua página de Facebook, António Bravo chegou a fazer um desabafo “Já usei estas minhas qualidades [pessoa muito alegre e que gosta de fazer rir] como máscara, quando interiormente lutava contra a minha sexualidade, contra sentimentos de ausência, de desilusão e por vezes de aceitação“, escreveu.

Aos 25 anos de idade, António viveu a sua primeira história de amor com alguém do mesmo sexo.

A pessoa em questão tinha mais dez anos do que ele e muitas marcas do passado, de anteriores relações, e isso acabou por prejudicar o namoro deles“, disse uma amiga do concorrente à TV Mais, acrescentando que este romance, tinha tudo para dar certo: “O António era um miúdo, de certa forma inocente, e foi muito maltratado pelo ex-namorado, sobretudo psicologicamente, para além de o ter manipulado muitas vezes“.

A relação durou quase dois anos e meio, tendo terminado devido a traições: “Ele descobriu que era constantemente traído, chegou a perdoar, mas houve um dia em que o namorado lhe envia uma mensagem a terminar tudo. Deixou-o de repente e nunca mais lhe falou, nem tão pouco se importou com o estado em que o deixou.

Este término de relação originou uma depressão, tendo a 23 de Outubro de 2018 rumado à Austrália e revelado, através de escritos, que travava uma luta contra a depressão: “Luto contra uma depressão, que parece um bicho de sete cabeças mas não é. E um bicho, sim, mas só tem uma cabeça e todos os dias são uma luta para a decapitar, mas uma luta que dá muito prazer“.

Desde novo que, em algumas ocasiões, lidei com sentimentos de profunda tristeza, em que não tinha vontade para nada, estava sem energia, tudo era um vazio, uma ansiedade constante, em que cheguei a olhar para a frente e achar que não haveria mais nada para mim. Foi exatamente num desses momentos mais recentes em que me levantei, bati o pé e comecei a minha luta para o contrariar! Não é fácil nem se resolve do dia para a noite. É duro e custa, mas é um caminho que é necessário ser feito, pois é a nossa saúde e o nosso bem-estar que estão em causa”, acrescentou.

A psicoterapia, a fé e o desporto foram os seus refúgios, tendo sido essenciais para o ajudar a ultrapassar essa fase.

Não tenho vergonha de falar nem de assumir o que sou, o que faço, quando e como o faço, e é esta mesma vergonha que impede tanta gente de conseguir ser feliz, de se aceitarem como são e de lutarem”, revelou.

António Bravo viveu em várias cidades australianas e fez de tudo um pouco. “Ele nunca arranjou trabalho na área dele, a comunicação, mas não se fez rogado e chegou a servir às mesas em restaurantes e hotéis. O António não é de baixar os braços, ele faz-se à vida sem qualquer tipo de problemas”, contaram à referida publicação.

Mas em março de 2020, António Bravo foi obrigado a regressar a Portugal, por causa da pandemia que estava a instalar-se no mundo. “Ninguém sabia bem o que ia acontecer e, como estava tudo a fechar, o António não teve outra alternativa a não ser voltar. A questão familiar pesou muito e agora, como ainda vivíamos na incerteza, por cá se tem mantido”, acrescentou a mesma fonte.

A inscrição no Big Brother deu-o a conhecer a Portugal, tornando-se, até ao momento, como um dos concorrentes favoritos desta edição.

Big Brother: Homossexualidade, traições e depressão marcam a vida de António Bravo, que agora parece renascer das cinzas, qual Fénix.

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