Carlos Félix publica manifesto sobre a era da imagem: “Não queremos ser apenas consumidos”, assinalou.
Carlos Félix recorreu às redes sociais para partilhar um texto que apresentou como um verdadeiro manifesto. A publicação, de forte carga reflexiva, aborda identidade, exposição e responsabilidade na era digital.
Desde logo, o autor começou por questionar a forma como as novas gerações crescem sob o olhar permanente do público.
Identidade e exposição na era digital
Na reflexão publicada, escreveu:
“Crescemos rodeados de histórias sobre quem fomos. Jovens demais para o mundo onde acordámos. Um mundo que nos recebe como se fôssemos cenário antes de sermos luz, como se presença fosse o mesmo que existência“
Assim, coloca em causa a ideia de que estar visível é sinónimo de ser reconhecido.
Além disso, o texto aponta diretamente ao fenómeno da imagem e da validação constante.
“Vivemos sob o culto da imagem. Um altar feito de ecrãs, métricas e validações. Ensinaram-nos que aparecer é vencer. Que ser visto é ser.”
Crítica às promessas de sucesso
Por outro lado, Carlos Félix questiona as narrativas tradicionais sobre mérito e justiça social.
“Disseram-nos que o trabalho salva. Mas vimos que isso não chega basta. Disseram-nos que o mundo era justo mas já vimos quem ficava sempre fora do enquadramento.”
Dessa forma, o manifesto expõe as contradições entre discurso e realidade.
Consciência sobre o poder da visibilidade
Entretanto, o artista assume que, apesar das fragilidades do sistema, a presença pública pode ser uma ferramenta.
“Sabemos que o palco está inclinado, que os algoritmos não são neutros e que a imagem pode ser filtro. E mesmo assim ficamos. Porque a visibilidade pode ser arma e ocupar espaço é privilégio.”
A publicação reforça ainda a necessidade de responsabilidade coletiva.
“Não queremos ser apenas consumidos. Queremos ter conteúdo. Somos visíveis e temos voz. Porque aprendemos a usar o que nos foi imposto. […] Temos responsabilidade. Uns pelos outros. Pelo que mostramos. Pelo que normalizamos. […] Não somos jovens demais. Somos cedo demais. Temos sede de mais”
Dessa forma, Carlos Félix transforma a sua página num espaço de reflexão sobre a geração digital, sublinhando que visibilidade deve andar lado a lado com consciência e conteúdo.
Veja a publicação AQUI.





