Chega nega manipulação de vídeo com André Ventura durante apoio às vítimas da tempestade Kristin, após ser noticiada chuva falsa.
Entretanto, surgiu polémica em torno de um vídeo divulgado pelo Chega, relacionado com ações de apoio às populações afetadas pela tempestade Kristin.
Análise técnica levanta dúvidas sobre as imagens
Segundo a Lusa, foi utilizada uma ferramenta de comparação que identificou elementos visuais anómalos no vídeo. Entre eles, destacam-se manchas esbranquiçadas verticais, sobretudo em zonas escuras.
Além disso, esses traços apresentam padrões distintos da chuva real, que normalmente surge com orientações variadas. As marcas são visíveis nas costas de André Ventura e no interior da carrinha.
Partido rejeita qualquer edição artificial
Por outro lado, o Chega rejeita de forma categórica qualquer manipulação das imagens. Em esclarecimento oficial, o partido assegura que o conteúdo não recorreu a tecnologia externa.
“Foi integralmente produzido sem recurso a qualquer ferramenta ou tecnologia de inteligência artificial”, garante a estrutura partidária.
De seguida, o comunicado reforça que não foram adicionados efeitos visuais.
“Não foi acrescentada chuva nem quaisquer outros efeitos visuais”, sublinha o Chega.
Gravação em Espinho e contexto da ação solidária
Ainda segundo o partido, o vídeo foi gravado em Espinho e retrata um momento real de entrega de donativos. O Chega defende a autenticidade total do registo.
“As imagens correspondem fielmente ao momento registado e retratam, de forma autêntica e integral, a entrega de donativos às vítimas da tempestade ‘Kristin’ pelo [então] candidato presidencial André Ventura”, lê-se na nota divulgada.
Por fim, a controvérsia surge num contexto sensível, marcado pela forte exposição mediática das ações de apoio às populações afetadas pelas recentes intempéries.





