Crime de Renato Seabra volta a ser debatido e Cláudio Ramos não esconde opinião

Crime de Renato Seabra volta a ser debatido e Cláudio Ramos não esconde opinião, no programa Dois às 10, ontem.

O caso que marcou Portugal

Em 2011, o país ficou em choque com o crime cometido por Renato Seabra. O ex-modelo matou e mutilou o socialite português Carlos Castro com um saca-rolhas, num quarto de hotel em Nova Iorque. Condenado a uma pena mínima de 25 anos a prisão perpétua, cumpre atualmente a sentença numa das prisões mais duras dos Estados Unidos.

Relação entre Renato Seabra e Carlos Castro em análise

O tema voltou a ser comentado no programa Dois às 10, da TVI, desta terça-feira, 19 de agosto. Cláudio Ramos lembrou a relação entre os dois. “Eu acho que se um dia o Renato Seabra estiver sentado connosco ou na rua ninguém vai olhar para ele como um assassino. As pessoas vão olhar para ele como um miúdo (…) que ‘eu não matei porque quis matar’”, afirmou.

Cristina Ferreira destaca narrativa da época

A apresentadora interrompeu para sublinhar a forma como a história foi contada publicamente. “Porque a história que foi vendida é que ele estaria a ser aproveitado… se a história fosse ele a aproveitar-se do Carlos, mas o que foi vendido foi o contrário. E isso molda-nos a perceção das coisas”, referiu.

“Eles eram namorados”

Cláudio Ramos recordou ainda que a ligação entre os dois não era secreta para todos. “Este é um miúdo de 21 anos que antes de ir para Nova Iorque, nesta viagem com o Carlos Castro, já tinha ido para outros lugares do mundo a passear com ele. Eles eram dois namorados. As únicas pessoas que não sabiam que eles eram namorados era a família [de Renato]. Eles eram namorados e de resto a família sabia da relação que Carlos Castro e Renato Seabra tinham mas que eles eram próximos a mãe sabia”, explicou.

“É muito fácil ludibriar”

O apresentador acrescentou ainda um olhar sobre a diferença de idades e contextos de vida. “Um miúdo de 21 anos metido com uma pessoa daquela idade, com o historial que o Carlos Castro tinha porque o Carlos Castro não era um santo, toda a gente sabia quem era o Carlos Castro. Um santo ele não era. O Renato tinha 21 anos, um miúdo que vem de Cantanhede para Lisboa, o miúdo tinha acabado de fazer um curso de televisão, queria ser modelo… É muito fácil também ludibriar”, concluiu.

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