As críticas a Bárbara Norton de Matos marcaram o “Passadeira Vermelha” depois das declarações da atriz sobre homens que se depilam e usam cremes. Sara Norte e Luís Borges contestaram a associação entre aparência e masculinidade, enquanto Hugo Mendes defendeu a liberdade de cada pessoa cuidar do corpo.
Nas publicações que deram origem ao debate, Bárbara comparou homens depilados a “galinhas depenadas” e afirmou que “a mulher tem que ser mulher e o homem tem que ser homem”.
Foi esta última ideia que Luís Borges começou por questionar.
“Acho que há aqui uma frase que é um bocado perigosa, que é: as mulheres têm que ser mulheres e os homens têm que ser homens. O que é que é isto para a Bárbara?”
Luís Borges rejeita rótulos sobre a aparência
O manequim defendeu que a opção de remover pelos não deve servir para definir a masculinidade de alguém.
“Não ter pelos não é masculino também. Portanto, acho que esse comentário é estúpido”, afirmou.
Luís Borges acrescentou que a exposição pública de experiências pessoais poderia deixar futuros pretendentes desconfortáveis.
“Eu já iria um bocado com medo de ir ter um date com a Bárbara (…) Sabendo que se alguma coisa corresse mal ia para o Instagram.”
Sara Norte também reagiu com desagrado às declarações da atriz.
“Estas declarações da Bárbara até me dá vontade de agarrar na minha cabeça e bater ali naquela mesa.”
A comentadora considerou que o discurso revela uma visão superficial das relações.
“Esta mulher só está a demonstrar que é fútil, que com a idade não sabe nada da vida, porque conforme nós nos apaixonamos (…) adaptamo-nos.”
Sara Norte contesta argumento de conservadorismo
Durante a conversa, Liliana Campos e Zulmira Garrido procuraram contextualizar a posição de Bárbara Norton de Matos, descrevendo-a como “bem conservadora”. Zulmira admitiu ainda que as declarações pudessem ter como objetivo gerar conteúdo nas redes sociais.
Sara Norte rejeitou essa explicação: “É conservadora para o que lhe interessa também. Ir a encontros todos os dias, já não é…”
A atriz partilhou também a sua preferência pessoal pela depilação íntima, associando-a à vida em casal.
“Eu acho que é muito mais higiénico a nível, sei lá, mesmo a nível de relação de casal (…) mesmo para o sexo oral.”
Para explicar o que defendia, acrescentou: “Se tu tens uma vida em casal, até podes não fazer a depilação completa, mas fazeres a chamada higiénica. Que é como os cães também fazem.”
Hugo Mendes alerta para a tentativa de mudar o outro
Hugo Mendes revelou alguns dos seus próprios cuidados corporais.
“Faço a laser, tiro axilas, tiro costas, portanto há uma série de zonas. Tiro aqui, que é a chamada linha da gravata, que é ótimo.”
O comentador distinguiu depois as preferências individuais da imposição de mudanças a um parceiro.
“Querer mudar o outro (…) é muito perigoso quando num casal se diz ‘eu não gosto disto em ti, eu quero que tu te transformes nisto’.”
Hugo Mendes recuperou ainda o movimento Movember para defender a atenção ao bem-estar masculino.
“O movimento Movember vem precisamente alertar os homens não só para a consciencialização (…) mas também para cuidarem de si, do seu bem-estar, do seu corpo, da sua higiene, da sua autoestima.”
