Dália Madruga reage a ataques a Marcos Bastinhas: «A depressão é uma doença», destacou num vídeo nas redes sociais.
Dália Madruga decidiu responder publicamente aos comentários dirigidos a Marcos Bastinhas depois de voltar a circular uma entrevista em que o cavaleiro falou sobre a depressão e sobre o período em que precisou de se afastar das arenas.
A comunicadora publicou um vídeo nas redes sociais e começou por estabelecer uma diferença que considera essencial: uma pessoa pode discordar da tauromaquia ou da profissão do marido, mas isso não transforma um testemunho sobre saúde mental num pretexto para ataques pessoais.
“Podemos discordar da profissão dele. Mas discordar não dá o direito de insultar, humilhar ou desumanizar. A depressão é uma doença.”
A reação surgiu depois de Dália Madruga ter lido vários comentários feitos à entrevista de Marcos Bastinhas, na qual o cavaleiro falou abertamente sobre a fase mais difícil que atravessou.
«Como é que transformam uma causa destas num circo?»
Marcos Bastinhas deu o testemunho no âmbito do projeto “Juntos Contra a Depressão”, da CNN Portugal, recuperando um período em que deixou de conseguir retirar prazer daquilo que fazia, mesmo quando os resultados profissionais continuavam a aparecer.
Dália Madruga explicou que o marido aceitou falar precisamente porque a experiência poderia chegar a outras pessoas que atravessam situações semelhantes.
“O meu marido deu uma entrevista há uns meses para a CNN, não por ele, mas pelos milhares de pessoas que sofrem de depressão, ansiedade e causas que os incapacitam, mas que escondem do dia-a-dia.”
Foi por isso que a reação de alguns utilizadores a incomodou particularmente.
“Como é que vocês transformam uma causa tão digna quanto falar sobre depressão num circo?”
A comunicadora insistiu depois numa ideia que considera ter sido esquecida por quem escolheu atacar.
“Qualquer pessoa pode ter depressão e depressão é caso sério.”
A profissão não apaga o tema da saúde mental
Marcos Bastinhas tornou pública a luta contra a depressão depois de ter interrompido temporariamente a atividade taurina.
Desde então, tem falado sobre o processo de recuperação e sobre a importância de reconhecer quando é necessário pedir ajuda.
Para Dália Madruga, discutir a profissão do marido é legítimo. Utilizar esse debate para desvalorizar aquilo que ele viveu já é outra questão.
Foi precisamente essa mistura entre uma discussão sobre tauromaquia e um testemunho sobre saúde mental que motivou a reação.
“Li os comentários à entrevista do meu marido e senti que precisava de dizer isto.”
A comunicadora considera que os ataques ultrapassaram a discordância e passaram para um registo pessoal que não aceita.
«Não admito que ignorantes…»
Dália Madruga foi ainda mais direta quando falou sobre a forma como algumas mensagens foram escritas.
“Aprendam a escrever. Já querem ir para as redes sociais a chincalhar o bom nome das pessoas, aprendam a escrever em português e, se calhar, a credibilidade será outra.”
O desabafo não procurou evitar a discussão sobre a atividade de Marcos Bastinhas. Pelo contrário, Dália deixou claro que essa divergência pode existir.
O limite, para a comunicadora, está em utilizar essa discordância para atacar alguém quando o assunto em causa é uma doença que afeta muitas pessoas e que continua, em vários casos, a ser vivida em silêncio.
A entrevista de Marcos Bastinhas nasceu precisamente desse propósito: falar de uma fase em que precisou de parar, reconhecer que algo não estava bem e procurar ajuda.
Dália Madruga escolheu agora fazer o mesmo noutro plano: separar o debate sobre a profissão do marido daquilo que considera não dever ser relativizado.
“A depressão é uma doença.”
