As declarações de David Motta no caso José Castelo Branco foram colocadas em confronto no «V+ Fama». O programa comparou o relato de uma alegada agressão em tribunal com uma entrevista em que a testemunha afirmou nunca ter visto o negociador de arte bater em Betty Grafstein.
Segundo foi referido no formato apresentado por Adriano Silva Martins, David Motta terá descrito em tribunal um episódio ocorrido numa casa de banho do apartamento do casal em Nova Iorque.
Nesse testemunho, terá afirmado que José Castelo Branco deu um murro em Betty. O painel contrapôs essa versão às declarações prestadas a Flávio Furtado, no videocast «The Late Show», a 28 de maio.
“O Zé nunca deu, pelo menos à minha frente”
Na entrevista, David Motta distinguiu agressões físicas de outros comportamentos que admitiu ter presenciado.
“O Zé nunca deu, pelo menos à minha frente”, afirmou, acrescentando: “Que eu tenha visto, o Zé nunca deu uma tareia, nem um estalo.”
Na mesma conversa, reconheceu ter assistido a situações em que José Castelo Branco agarrava Betty pelo braço e lhe dirigia palavras menos simpáticas.
“Isso sem dúvida é inegável, não sou maluco, vi, constatei”, declarou.
David Motta também reconheceu o direito de Betty a rejeitar uma convivência que a fizesse sentir violentada.
Comentadoras pedem esclarecimento das diferenças
Cláudia Jacques considerou que existe uma oposição entre o que foi dito no videocast e o testemunho judicial descrito no programa.
“Isto aqui é uma grande contradição, porque uma coisa é oposta à outra”, afirmou.
Marta Aragão Pinto questionou o que terá mudado entre os dois momentos, admitindo, contudo, que David pudesse ter reservado informações para tribunal.
“Se o David achou que não se queria expor ou não queria dizer publicamente aquilo que efetivamente viu, está no direito dele e guardou isso para tribunal”, observou.
A comentadora destacou ainda a importância do seu depoimento por ter vivido com o casal.
O debate televisivo incidiu sobre diferenças entre declarações públicas e o relato do que terá sido dito em tribunal. Não corresponde a uma conclusão judicial sobre a credibilidade da testemunha ou sobre os factos imputados a José Castelo Branco.
