As estreias de cinema francês em dezembro trazem às salas portuguesas “O Canto das Florestas” e “Adeus, Mundo Cruel”. Depois da passagem pela 27.ª Festa do Cinema Francês, os filmes chegam ao circuito comercial nos dias 10 e 17, respetivamente.
A distribuição é assegurada pela Risi Film, que anunciou em comunicado duas propostas distintas: um documentário sobre a natureza e a transmissão de conhecimentos entre gerações e uma ficção centrada num adolescente vítima de bullying.
“O Canto das Florestas” estreia a 10 de dezembro
Em “O Canto das Florestas”, Vincent Munier regressa às florestas dos Vosges, os territórios da sua infância, acompanhado pelo pai, Michel, e pelo filho, Simon.
Michel dedicou a vida à observação da natureza e partilha agora esse conhecimento numa viagem que reúne três gerações da mesma família. Veados, raposas, aves raras e linces fazem parte de um universo que o realizador procura revelar através da espera, da observação e da escuta.
Depois de “A Pantera das Neves”, Munier volta a colocar a vida selvagem no centro do seu cinema, associando-a à memória familiar e à preservação do património natural.
Segundo a distribuidora, o documentário conquistou os César de Melhor Documentário e Melhor Som em 2026 e já ultrapassou 1,3 milhões de espectadores em França.
A estreia nas salas portuguesas está marcada para 10 de dezembro.
“Adeus, Mundo Cruel” acompanha adolescente que decide desaparecer
Uma semana depois, a 17 de dezembro, estreia “Adeus, Mundo Cruel”, a primeira longa-metragem realizada por Félix de Givry.
O protagonista é Milo Machado-Graner, que ganhou projeção internacional com “Anatomia de uma Queda”. Neste filme, interpreta Otto, um adolescente de 14 anos que, após anos de bullying e humilhações, decide desaparecer.
Depois de deixar cartas de despedida à mãe e aos colegas, Otto refugia-se junto de Léna, uma colega de turma tímida que aceita escondê-lo na pousada da mãe. Enquanto os outros acreditam que morreu, os dois aproximam-se e constroem uma amizade que lhes permite enfrentar a solidão.
Rodado em película de 16 mm, o filme aborda a vulnerabilidade na adolescência, a violência entre pares e a procura de segurança através da relação com o outro.
De acordo com a Risi Film, “Adeus, Mundo Cruel” foi o filme de encerramento da Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2026.
