Estoril Folk Fest reúne Vitorino, Moçoilas e Ana Laíns numa edição dedicada às polifonias, no Casino Estoril.
Vitorino vai receber o Prémio Armando Carvalheda na terceira edição do Estoril Folk Fest, marcada para 28 de novembro de 2026. O músico apresenta-se com os Cantadores do Redondo num festival dedicado às polifonias portuguesas, que contará também com as Moçoilas, Ana Laíns e as 40 vozes femininas do coro Vozes da Terra, de Arouca.
A região arouquense será a convidada desta edição, com uma presença que se estende à programação expositiva e ao debate sobre o canto tradicional. Os concertos terão lugar no Salão Preto e Prata.
Canto em grupo no centro da programação
Em comunicado de imprensa, a organização explica que o festival pretende valorizar “uma das expressões mais ancestrais do património cultural nacional”, dando destaque às diferentes tradições de canto em grupo.
A escolha do tema é enquadrada pela organização no processo de candidatura do Canto Polifónico Feminino a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Segundo a mesma nota, o destaque atribuído às polifonias procura reforçar o reconhecimento de “uma prática que define a identidade de várias regiões do país”. A programação propõe, por isso, um encontro entre expressões musicais de diferentes territórios, reunindo intérpretes e grupos ligados à preservação e à recriação desse repertório.
Arouca leva 40 vozes femininas ao festival
A participação de Arouca começa com uma exposição sobre o Convento de Arouca e a Rainha Santa Mafalda, apresentada no comunicado como uma figura central na história da região.
Segue-se o colóquio de abertura “Arouca a botar Cantas”, dedicado ao estudo e à celebração do canto polifónico local.
No palco, essa tradição será representada pelo coro Vozes da Terra. As 40 vozes femininas do grupo integram a proposta do festival de dar a conhecer o património musical do território convidado, articulando a interpretação ao vivo com o seu enquadramento histórico e cultural.
Moçoilas e Ana Laíns preparam concerto exclusivo
O encontro entre as Moçoilas e Ana Laíns será outro dos momentos da edição de 2026. A organização anuncia “um concerto exclusivo criado especificamente para esta edição”, dedicado ao património sonoro do Sul.
Formado pelas vozes de Margarida Guerreiro, Inês Rosa e Teresa da Silva, o coletivo Moçoilas trabalha desde 1994 sobre as canções e as memórias da Serra do Caldeirão.
Ao grupo junta-se Ana Laíns, cujo percurso cruza o cancioneiro tradicional português e o fado. A colaboração leva ao festival uma proposta concebida para reunir essas experiências de interpretação e recriação da música de raiz.
Vitorino distinguido com o Prémio Armando Carvalheda
Vitorino encabeça o cartaz e sobe ao palco com os Cantadores do Redondo para apresentar “Moda Impura”.
De acordo com o comunicado, o espetáculo integra as comemorações dos 50 anos de “Semear Salsa ao Reguinho”, álbum de estreia do músico, editado originalmente em 1975. A organização recorda também a recente reedição do disco, com participações de Ana Bacalhau, Buba Espinho, Cuca Roseta e Rui Veloso.
O músico será distinguido com a terceira edição do Prémio Armando Carvalheda. Criado em 2024, o galardão tem como propósito, segundo a organização, “homenagear e salientar o mérito de figuras fundamentais na história da Música Tradicional Portuguesa”.
A homenagem a Vitorino integra uma programação que aproxima o canto de Arouca, as memórias musicais da Serra do Caldeirão e a tradição alentejana, sob o tema comum das polifonias.
Bilhetes disponíveis AQUI.
