Fernando Rocha prepara Máximo Risco e revela exigência feita à SIC: “Eu é que decido tudo”

Fernando Rocha prepara Máximo Risco e revela exigência feita à SIC: “Eu é que decido tudo”, destacou em entrevista.

O humorista protagoniza e dirige criativamente a nova série, cuja estreia na OPTO está apontada para janeiro. À TV 7 Dias, falou dos seis anos de preparação, da confiança de Daniel Oliveira e do encerramento de outros projetos.

Fernando Rocha quis assumir as decisões criativas de «Máximo Risco» desde a primeira conversa com a SIC. Além de protagonizar a série, o humorista é o criador e showrunner, função que lhe permitiu escolher o realizador, os atores e a equipa com quem trabalhou.

“Sou o showrunner disto. Quando conversei com o Daniel Oliveira, disse-lhe: ‘Eu gostava de fazer um projeto, mas tenho de ser o showrunner. Eu é que decido quem é o realizador, quem são os atores, eu é que decido tudo’. E ele acreditou em mim, deu-me essa confiança”, revelou à TV 7 Dias.

A produção representa o resultado de um percurso de seis anos e tem estreia apontada para janeiro, na OPTO.

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Seis anos para concretizar uma série de seis episódios

A preparação prolongada deu lugar a um calendário de gravações intenso, com seis episódios realizados em seis semanas, dentro de um período de trabalho de cerca de dois meses.

Fernando Rocha, de 51 anos, não escondeu as dificuldades que acompanharam o processo.

“Há seis anos que ando nesta luta e aconteceram muitas coisas pelo caminho. A série chama-se Máximo Risco mas, na verdade, não devia ser o nome do argumento: devia ser o nome da produção! Isto foi arriscado, muito arriscado”, contou.

Apesar da exigência, garante que chega à estreia tranquilo com o trabalho realizado.

“Se estou com curiosidade de ver a reação do público? Claro que estou. Mas estou em paz. Sabes quando dizes assim: fiz o melhor que pude dentro das condições que tive. É exatamente isso. A partir daqui, o que vier, nós levamos. Se há melhor, tiro o meu chapéu e digo. Mas a mim ninguém pode apontar o dedo, porque dei o melhor que pude dentro das condições que tive”, afirmou.

Agradecimento à estação pela confiança

Na entrevista, o humorista associou a concretização de «Máximo Risco» à relação que mantém com a SIC e à autonomia que lhe foi concedida.

“Há um ditado popular cujo autor não sabemos, mas que é dos que mais preservo: ‘Se alguém se esquecer do bem que se lhe fez, só se vai lembrar se precisar outra vez’. Ao longo de 23 anos, quantos atores houve a quem o canal chega à beira e diz assim: ‘Olha, tens aqui milhares de euros, faz e eu acredito em ti’. Por isso digo: obrigado à SIC, obrigado ao Daniel Oliveira e obrigado ao Francisco Pinto Balsemão”, declarou.

Janeiro foi escolhido para evitar a concorrência do Natal

A estreia no início do ano corresponde, segundo Fernando Rocha, a uma decisão de promoção. O humorista considera que dezembro dificultaria a visibilidade da série.

“Em dezembro vais de frente com os blockbusters, com o Sozinho em Casa e as compras de Natal. A promoção da série ia morrer afogada no meio dos outdoors das grandes superfícies. Em janeiro a malta gastou o dinheiro nas prendas, fica em casa no sofá e aí o Rocha aparece!”, explicou.

O projeto combina ação e comédia, dois registos que o entusiasmam nesta fase.

“Gosto de novelas, mas agora gosto mais de séries. É ação e comédia. A novela é fixe, adoro e é um desafio diferente, mas cá no nosso país é muito drama, muito drama!”, comentou.

E ilustrou a observação com humor: “É que tu sofres e, além de sofreres, vem um carro e atropela-te… e o carro era pesado!”.

Fim do Domingão não é vivido com nostalgia

A chegada da série coincide com o encerramento de outra etapa na televisão, depois do fim de «Domingão». Fernando Rocha diz aceitar os ciclos dos projetos.

“Não sou um saudosista. Sou daqueles que acha que tudo tem um começo e tem um fim”, afirmou.

A mesma convicção esteve presente quando terminou um formato que manteve durante oito anos no YouTube, apesar da adesão do público aos espetáculos ao vivo.

“Quando decidi fechar e acabar esse projeto, enchi a Super Bock Arena e o Campo Pequeno. E houve pessoas que me disseram: Rocha, mas como é que estás a acabar com um produto em que acabaste de encher as duas maiores salas das duas maiores cidades?”, recordou.

Para o humorista, o sucesso dessas atuações não justificava prolongar um formato que sentia estar a perder força.

“Porque recuso que isto saia pela porta pequena! Já estava a sentir um formato cansado, já era assumidamente a imitar o Levante-te e Ri, só que para o YouTube. Ia esperar que caísse e morresse moribundo? Não, saiu em grande, com pompa e circunstância, e fechei-o”, explicou.

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