Quarta-feira, Setembro 22, 2021

Figueira da Foz: Pedro Espinheira destaca corrida da mulher e “um ambiente único”

Figueira da Foz: Pedro Espinheira destaca corrida da mulher e "um ambiente único"
D.R.

Figueira da Foz: Pedro Espinheira destaca corrida da mulher e “um ambiente único”, a 4 de Setembro.

O Coliseu Figueirense encerrará a sua temporada tauromáquica a 4 de Setembro, com uma corrida de touros de homenagem à mulher.

O cartel é composto pelas cavaleiras Sónia Matias, Ana Batista e Soraia Costa, pelos grupos de forcados amadores do Ribatejo, Moura e Caldas da Rainha, frente a um curro da ganadaria Pinto Barreiros.

O cabo dos forcados amadores do Ribatejo, Pedro Espinheira, concedeu uma entrevista ao Infocul, na qual abordou a corrida, a temporada e a pandemia.

Pedro começou por destacar “uma temporada algo irregular, com alguns altos e baixos, a fugir um pouco à regularidade que o Grupo tem tido em anos anteriores. Calharam-nos em sorte alguns toiros complicados, que conseguimos sempre dar a volta por cima, embora sem o brilho que gostaríamos e com o qual temos habituado os aficionados. No entanto, temos tido também bastantes alegrias, boas pegas e um ambiente extraordinário de Grupo, que é de extrema importância“.

A 4 de Setembro, na Figueira da Foz, o cartel tem como aliciante o facto de juntar 3 cavaleiras, tendo Pedro sido questionado se isso trazia uma beleza acrescida à corrida.

Sim, traz. A figura da mulher, geralmente associada a uma delicadeza extra, traz sem dúvida um atrativo e admiração especiais para o público, e o facto de ser uma corrida formada só por mulheres reforça essa atração e admiração“, disse-nos.

Pela frente, o grupo enfrentará touros de Pinto Barreiros, tendo o cabo dos amadores do Ribatejo falado sobre as características desta ganadaria.

As características de maior destaque, pela regularidade com que se têm verificado, são a garantia de uma corrida com mobilidade, bravura, e muita nobreza, sendo esta última a característica que me parece mais constante nesta ganadaria. Quanto às dificuldades impostas, por norma, salvo exceções, são toiros que costumam dar êxitos aos forcados, pela forma como costumam vir pelo seu caminho, e por uma grande nobreza e franqueza dos toiros. No entanto, cada toiro é um segredo fechado, e tudo pode acontecer“, disse.

Pedro pede aos aficionados “que venham disfrutar de um ambiente único, numa corrida de homenagem à mulher, com três toureiras de máxima categoria, três grupos de forcados com história, e uma das mais importantes e mediáticas ganadarias do nosso País, que oferece garantias de êxito no espetáculo. Sendo também a corrida que encerra a temporada da Figueira da Foz, não há motivo para faltar“.

A rematar, falou ainda das dificuldades que as últimas duas temporadas trouxeram devido à pandemia.

Não tem sido fácil para ninguém. Felizmente temos um Grupo com um espírito de amizade muito sólido, que tem facilitado as coisas nestes momentos. Tem principalmente feito com que, cada vez que estamos juntos, mesmo tendo-se passado meses, pareça que tínhamos estado juntos na semana passada. Já dentro de praça, o efeito é evidente. A rodagem não é a mesma. Faltam corridas, falta aquela regularidade de ter corridas praticamente todas as semanas, o que inevitavelmente se faz notar, e trazendo dificuldades acrescidas, exige empenho extra, que é normalmente quando a amizade e espírito de Grupo vêm ao de cima“, explicou.

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