Filipa Torrinha critica despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção por considerar que o avançado deixou por explicar a sua saída do estágio. No Passadeira Vermelha, Liliana Campos lembrou que o vídeo encerrava um percurso de 23 anos, mas a comentadora disse sentir falta de ouvir o jogador assumir o que aconteceu.
Na emissão da SIC Caras, Filipa começou por distinguir o que deseja ao jogador da opinião que formou sobre a sua mensagem. “Desejo mesmo que o Cristiano Ronaldo tenha tido uma saída sossegada, harmoniosa para ele e que esteja mesmo feliz. Desejo mesmo de coração”, afirmou.
A comentadora admitiu, porém, que lhe custava “desvincular” o vídeo dos “acontecimentos mais recentes”. “Parece-me que é um texto muito bonito, que toca aqui no altruísmo, que toca aqui na humildade (…) o que contrasta completamente com a postura que ele teve recentemente”, explicou.
Liliana Campos chamou a atenção para o peso de uma carreira de 23 anos ao serviço de Portugal e para a possibilidade de qualquer pessoa errar. Filipa respondeu: “O problema não é o erro, do meu ponto de vista, o problema é o que ele fez com o erro, que foi nada. Isto não é um pedido de desculpas, não houve consciência, não houve dar a cara.”
“Fazer um vídeo giro com uma edição gira é pouco”
Filipa Torrinha foi particularmente crítica em relação ao comunicado que se seguiu à saída do estágio. “Ele abandonou a seleção (…) teve uma postura que (…) não é profissional. E depois conseguiu emitir um comunicado com 1965 pontos que foram absurdos e foi um ritual egoico”, declarou.
A psicóloga interpretou a despedida como uma tentativa de “limpeza de imagem” e considerou que “fazer um vídeo giro com uma edição gira é pouco”. Ainda assim, reconheceu que Ronaldo “inspira pessoas ainda hoje” e que deixa um “legado incrível”.
O que lhe “sabe um bocado a pouco”, explicou, é o desfecho de um percurso que “ele próprio construiu”. Sobre o tom de algumas homenagens, acrescentou: “Ele é um ícone (…) mas também não é isto tudo, calma. Também não é isto tudo.”
