Quarta-feira, Setembro 29, 2021

Gilberto Filipe destronou Rouxinol e Pablo no Montijo

Gilberto Filipe destronou Rouxinol e Pablo no Montijo, na corrida realizada ontem na Praça de Touros Amadeu Augusto dos Santos.

Ontem, após dois anos da Praça de Touros do Montijo estar fechada devido à pandemia, voltaram os touros ao Montijo.

Texto: Sónia Batista
Fotografias: Diogo Nora

O público correspondeu e a praça contava com um excelente ambiente. Deu gosto ver a afición montijense viva e com vontade de touros.

Abriu praça, o cavaleiro Luís Rouxinol com o primeiro exemplar da ganadaria J.P. Rosa Rodrigues (510 kg). O cavaleiro esteve muito correcto nos compridos executando duas sortes à tira.

Na fase dos curtos, o cavaleiro de Pegões destacou-se com marcações ao pitón, mas o touro entrou em estado aplomado o que originou algumas passagens em falso e que o último ferro curto fosse cravado a sesgo.

Na segunda lide de Rouxinol, este voltou a fazer valer a sua experiência; perante o touro mais manso da noite com 505kg, valeu-nos o esforço do cavaleiro para conseguir tirar matéria de onde não havia! 

Rouxinol optou por nos ferros curtos desenhar sortes de frente, a curta distância e terminar com um par de bandarilhas, para disfarçar a falta de nobreza do touro número 102.

Pablo Hermoso de Mendoza não teve a sua melhor noite no Montijo! Sim, porque pelas vezes que este cavaleiro figura, já veio tourear ao Montijo podemos fazer comparações entre as atuações passadas. É também de salientar que o facto de uma figura do nível de Pablo Hermoso manter a frequência assídua à praça do Montijo, o público agradece e disfruta!

Voltando às atuações desta noite, Pablo Hermoso com o segundo touro da noite, a acusar na balança 510kg, fez as delícias do público com as suas hermosinas e com o quinto touro da noite (545 kg) bastou as piruetas rematando sortes frontais na ferragem curta para ecoar os aplausos do público…Se foi pouco comparado com as anteriores atuações deste cavaleiro foi, se faltou alguma qualidade ao lote também, mas a qualidade da quadra de cavalos e o aspeto de o público ter gostado do que viu, no final das contas é o mais importante!

Gilberto Filipe teve sorte no lote e a sabedoria para desenvolver uma lide clássica, com respeito pela sua carreira e pelo público. Foi uma lide para aficionados ao toureio a cavalo!

Sortes bem desenhadas e a respeitar todos os tempos de lide do terceiro touro da ordem (550kg). Excelente prestação nos compridos e com os curtos marcados ao piton contrário a criar os melhores momentos da noite.

Ao último touro (515kg) tivemos uma exímia cravagem de Gilberto Filipe nos compridos. Nos curtos o cavaleiro mais uma vez a desenhar de forma corretíssima as sortes, neste caso todas frontais, contudo quando já estava com o quarto ferro curto na mão, o olhar mais atento e frio do diretor de corrida ordenou terminar a lide por considerar que o touro não reunia a plenitude das suas condições físicas e ai veio a revolta e a contestação do público! 

Foi como estar no cinema numa parte emocionante do filme e subitamente aparecer “fim” na tela e acenderem as luzes! 

O público queria que o cavaleiro pelo menos cravasse o quarto curto e só depois finalizasse lide.

Esta situação gerou muito barulho nos sectores e muita contestação contra o diretor, ainda que já tivessem passado três horas desde o início da corrida!

Quanto às pegas, destacou-se o Grupo de Forcados Amadores da Moita com duas pegas à primeira tentativa com João César e Fábio Silva como forcados de cara.

O Grupo de Forcados da Tertúlia do Montijo considerou primeiramente para forcado de cara Alexandre Cardoso mas este não aguentou os derrotes e teve que ser dobrado pelo colega Ruben Firmino que concretizou à segunda tentativa, terceira efectiva do grupo. O quinto touro por sua vez foi pegado por Luís Carrilho logo na primeira tentativa.

O Grupo de Forcados Amadores do Montijo não teve a sua melhor noite na despedida do cabo. 

Ricardo Figueiredo despediu-se de cabo com uma pega à quinta tentativa. Aqui permitam-me a opinião pessoal de que o diretor não deveria ter autorizado a volta ao forcado, porque a educação taurina nos serve a todos por igual e não seria isso que iria apagar a dedicação que o cabo Ricardo Figueiredo teve ao longo dos anos para com o grupo de Forcados do Montijo e para com a afición do Montijo! 

Tirando esta situação, o cabo foi justamente homenageado com todos com todos os direitos que a cerimónia assim o considera.

A outra pega do grupo não foi realizada porque como mencionei, o sexto touro da corrida foi mandado recolher durante a lide do cavaleiro.

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