O Governo defende uma reestruturação da RTP que reduza custos e aumente a capacidade de gerar receitas, mas afasta financiar essa transformação através de uma subida da Contribuição para o Audiovisual. A posição foi apresentada por António Leitão Amaro, ministro da Presidência, numa audição parlamentar realizada na quarta-feira, 21 de outubro.
Perante a comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, o governante considerou insuficiente o trabalho realizado pela empresa na revisão das despesas e defendeu alterações ao seu funcionamento.
Leitão Amaro critica revisão da estrutura de custos
O ministro apontou como caminho um “ajuste de custos e refundação da sua capacidade de geração de receita”, colocando a contenção da despesa e o reforço das receitas no centro da transformação pretendida para a estação pública.
A avaliação que fez do trabalho desenvolvido até agora foi crítica: “Acho que não tem feito suficiente na revisão da sua estrutura de custos”, afirmou durante a audição regimental.
Leitão Amaro afastou, neste contexto, um aumento da Contribuição para o Audiovisual como resposta às necessidades de financiamento da reestruturação.
Financiamentos adicionais deverão ser pontuais
O governante não excluiu novas injeções de dinheiro na RTP, mas defendeu que esses financiamentos devem ter caráter pontual.
A posição apresentada distingue, assim, a possibilidade de apoios adicionais da solução que o Governo pretende para o funcionamento da empresa: rever os custos e desenvolver a sua capacidade de obter receitas.
