Guilherme Castelo Branco fala após depoimento em tribunal e critica ausência de imprensa: “O sangue vende”

Guilherme Castelo Branco revelou que prestou declarações em tribunal no processo que envolve José Castelo Branco e Betty Grafstein e questionou a ausência de jornalistas nessa ocasião. No “V+ Fama” desta quarta-feira, 21 de outubro, o comentador disse sentir-se mais tranquilo depois de ter sido ouvido, mas assumiu a dificuldade de falar publicamente sobre duas pessoas da sua família.

A intervenção aconteceu um dia depois do depoimento. Guilherme explicou a Adriano Silva Martins por que decidiu abordar o assunto no programa do V+ TVI.

“Como sabem, eu não costumo falar deste tema e não estou aqui a abrir um precedente, apenas quero falar porque quero que seja falado aqui no programa antes de ser falado noutro sítio qualquer. Ontem prestei as minhas declarações em tribunal, portanto, em sede própria prestei as minhas declarações no processo que está a haver entre o meu pai e a minha madrasta.”

“Independentemente do resultado, estarei cá para ajudar ambos”

Guilherme recusou entrar no conteúdo do processo, defendendo que a apreciação do seu depoimento pertence ao tribunal.

“Eu não quero falar do processo em si porque acho que as declarações têm que ser feitas em sede própria como foram feitas e agora têm que ser apreciadas pelas pessoas que estavam lá e que vão apreciar, calculo eu, da forma mais correta possível.”

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O comentador explicou que a proximidade com o pai e com Betty Grafstein condiciona a forma como consegue olhar para o caso.

“Quero só explicar que não gosto de falar deste assunto porque acho que está o problema de eventualmente eu não conseguir ser imparcial por estar muito envolvido no processo. São pessoas da minha família, portanto espero que compreendam eu não fazer as declarações. Tem sido um pouco difícil para mim, como devem calcular. São pessoas que são muito queridas para mim. Independentemente do resultado, estarei cá para ajudar ambos, e pelo menos a quem eu possa ter acesso. Mas estou mais tranquilo. Senti quase como se um peso fosse posto para trás das costas.”

“Fui lá dizer o que vi e o que não vi”

Sobre a passagem pelo tribunal, Guilherme afirmou que procurou contribuir com aquilo que sabe, sem se deixar conduzir pela divisão de opiniões em torno do caso.

“Fui lá dizer o que vi e o que não vi, prestar as declarações que eu achei que eram necessárias, tentar dar um ponto de vista que às vezes não é feito publicamente porque as pessoas inclinam sempre mais para um lado ou para outro. Mas é o que é a sociedade.”

A reflexão levou-o depois à cobertura mediática. Segundo o comentador, a presença de jornalistas noutras sessões contrastou com a ausência de imprensa no dia em que foi ouvido.

“Não sei se será por isso ou não, poderei estar a ser um bocado injusto, mas reparem que em todas as audiências em que foram pessoas pela acusação ou pelo Ministério Público, houve sempre imprensa, houve sempre pessoas lá para averiguar o que é que estava a acontecer, tirar as notas e depois mostrar os depoimentos publicamente. Desta vez, pela primeira vez, vão as pessoas de defesa, zero imprensa. Isto só para demonstrar que o sangue vende. Peço desculpa se estiver a ser injusto realmente, mas é a realidade.”

Adriano Silva Martins admite outra explicação

O apresentador colocou a hipótese de a ausência estar relacionada com alterações que os jornalistas desconheciam.

“Ou se calhar o tribunal trocou as voltas à imprensa, que isso também acontece. Eu, se não fosse por ti, não saberia”, observou Adriano Silva Martins.

Guilherme respondeu que situações semelhantes não tinham impedido a cobertura anterior: “Também trocaram as voltas quando foi a acusação. Também houve falhas, também houve alterações. E esteve lá presente a comunicação social. Portanto, posso estar enganado.”

Antes de encerrar o tema, o apresentador agradeceu a partilha: “Deixa-me agradecer-te falares aqui primeiro.”

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