Há dois anos, Cristina Ferreira anunciou a saída da SIC, surpreendendo tudo e todos e regressou à TVI.

Há precisamente dois anos, 17 de Julho de 2020, Cristina Ferreira anunciou a saída da SIC e fê-lo numa sexta-feira, pouco depois do término de mais um Programa da Cristina, e originou um fim de semana de pesadelo para a SIC e uma série de reacções, positivas e negativas, em todas as plataformas e redes sociais.
Em 48 horas, Daniel Oliveira contactou Diana Chaves e João Baião que desde então apresentam o Casa Feliz, com o mesmo cenário usado no programa de Cristina Ferreira.
“Trata-se de um regresso à casa mãe, com funções distintas e um projeto ambicioso ao qual era impossível dizer que não. É uma escolha conduzida pelo afecto com a firme vontade de contribuir para recolocar a TVI no coração de todos os portugueses“, disse Cristina Ferreira na altura.
“Neste momento de saída, não posso deixar de agradecer à SIC, à sua administração, a oportunidade que me foi concedida e a possibilidade de trabalhar com profissionais de exceção. O meu muito obrigada a todos. A SIC é uma estação de televisão de referência, onde fui muito bem acolhida e para a qual formulo votos de maior sucesso profissional para o futuro“, acrescentou.
Além da função de apresentadora, Cristina Ferreira regressou à TVI como acionista e diretora de Entretenimento e Ficção, cargo que ainda mantém.
“A SIC lamenta a decisão abrupta e surpreendente, mas apesar da desilusão, quer agradecer o trabalho de Cristina Ferreira desenvolvido ao longo deste curto mas intenso período, no seio de uma equipa vencedora, que continuará a empenhar o seu talento e profissionalismo para merecer a confiança do público“, reagiu a SIC.
Mas a SIC avisou ainda que “reserva todos os seus direitos em face desta situação“, tendo avançado com um processo em tribunal e o pedido de uma indemnização situada em cerca de 20 milhões de euros, dado que Cristina Ferreira ainda tinha dois anos de contrato por cumprir, calculando o valor com base na perda de receitas em concursos com chamadas de valor acrescentado, publicidade, patrocínios e ações comerciais.
O processo continua em tribunal e deverá ser conhecida a sentença no final deste ano civil.





