Habitação: manifestantes aprovam nova noite no Rossio, mas segurança deixa acampada em dúvida

A assembleia popular da Acampada de Lisboa aprovou esta quarta-feira, 21 de outubro, a intenção de voltar a pernoitar no Rossio. A decisão, porém, ficou dependente das condições de segurança, depois de elementos da organização terem manifestado reservas quanto à permanência dos manifestantes durante a noite.

Segundo a informação transmitida à Lusa, pelas 20h00 ainda não existia uma decisão definitiva sobre o que aconteceria na Praça D. Pedro IV.

Cerca de 80 pessoas disponíveis para ficar

A assembleia começou por volta das 19h30, com uma breve intervenção de António Tonga, um dos organizadores da iniciativa.

Depois de questionar os presentes sobre a possibilidade de voltarem a acampar, cerca de 80 pessoas manifestaram disponibilidade para passar a noite na praça. Pouco depois, outros elementos da organização alertaram que poderiam não estar reunidas condições de segurança.

A votação favorável não significava, assim, que a montagem da acampada e a permanência durante a madrugada estivessem asseguradas.

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Protestos continuam após remoção das tendas

A intenção de regressar ao Rossio surgiu um dia depois de as autoridades terem retirado dezenas de tendas da praça e detido 55 manifestantes. A apresentação dos detidos a juiz está prevista para dia 27.

No Porto, o movimento responsável pela acampada denunciou uma carga policial na madrugada de 15 de outubro, afirmando que 39 participantes ficaram feridos, dois deles com gravidade. Foi também referido um polícia ferido.

Os promotores mantêm a intenção de continuar os protestos nas ruas.

Da habitação aos preços dos bens essenciais

A atual mobilização começou no Porto, a 10 de outubro, e estendeu-se a Lisboa e a outras cidades, num contexto de contestação às alterações à lei do arrendamento aprovadas na generalidade e em discussão na especialidade.

As iniciativas são promovidas por movimentos cívicos e divulgadas através das redes sociais. Além de respostas para a crise da habitação, as reivindicações incluem o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e a tributação dos lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

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