James Blake vai apresentar Trying Times no NOS Alive’27, num concerto marcado para 10 de julho, no Palco Heineken. A confirmação foi anunciada pela organização em comunicado de imprensa e coloca o músico britânico na programação do último dia do festival.
O regresso aos palcos portugueses terá como novidade o seu sétimo álbum, um disco de 13 temas que cruza o impacto emocional da instabilidade contemporânea com o conforto encontrado nas relações pessoais. A organização apresenta-o como “o seu trabalho mais pessoal até ao momento”.
Trying Times leva as inquietações do presente ao Palco Heineken
Segundo o comunicado, o novo trabalho de James Blake explora “a instabilidade de viver num momento histórico de profundas mudanças”, dando espaço ao desgaste mental e emocional provocado pela realidade atual.
O amor, a amizade e os gestos de cuidado entre pessoas próximas também atravessam o álbum. Na descrição enviada à imprensa, a organização destaca “os pequenos gestos quotidianos de bondade que definem essas relações” como uma das formas de conforto que o músico procura nas novas canções.
É este repertório que Blake leva ao NOS Alive’27. O anúncio confirma o palco e a data da atuação, mas não adianta o horário nem os detalhes do alinhamento do concerto.
Do Mercury Prize às colaborações com Beyoncé e Kendrick Lamar
A confirmação surge num percurso iniciado discograficamente em 2011, com o lançamento do álbum homónimo. Esse primeiro trabalho chegou ao top 10 britânico e valeu-lhe uma nomeação para o Mercury Prize, distinção que conquistaria dois anos depois com Overgrown.
Desde então, James Blake desenvolveu uma carreira que reúne a criação dos seus próprios discos e o trabalho como compositor e produtor para outros artistas. O comunicado recorda as colaborações com Beyoncé, Frank Ocean, SZA, Rosalía e Kendrick Lamar, nomes que mostram a diversidade de projetos em que tem participado.
No NOS Alive’27, será a sua obra em nome próprio a ocupar o centro do concerto, com Trying Times como apresentação mais recente. A organização descreve a atuação de 10 de julho como “um concerto há muito esperado pelo público português”.
