João Félix assume posição onde se sente melhor: “Não é extremo esquerdo, não é na linha, é ali”, afirmou o avançado.
João Félix voltou a marcar pela Seleção Nacional e não escondeu a importância da posição que Jorge Jesus lhe está a dar.
Depois do golo diante do País de Gales, o avançado voltou a faturar na vitória por 2-1 frente à Noruega, desta vez em Oslo. No final, explicou à Sport TV por que razão se sente mais confortável no atual desenho da equipa.
Jorge Jesus conhece-o bem
João Félix lembrou que trabalhou durante uma temporada com Jorge Jesus e que esse conhecimento permite ao selecionador perceber melhor onde pode retirar rendimento das suas características.
O jogador considera que atuar como segundo avançado o favorece de forma clara. “É a minha posição, não é extremo esquerdo, não é na linha, é ali.”
Félix fez questão, porém, de lembrar que sempre procurou ajudar a Seleção, quer jogasse 20, 30 ou 90 minutos e independentemente da zona em que fosse utilizado. A diferença, explicou, está em poder fazê-lo agora na posição em que se sente mais confortável e onde acredita conseguir oferecer mais à equipa.
Gonçalo Ramos, Ronaldo e a ligação entre os homens da frente
O avançado destacou o trabalho coletivo realizado na Noruega e chamou a atenção para a necessidade de todos os jogadores ofensivos estarem preparados.
Com quatro partidas nesta janela competitiva, Félix considera natural que haja espaço para diferentes soluções e diferentes titulares. Disse sentir-se confortável tanto na ligação com Gonçalo Ramos como com Cristiano Ronaldo e elogiou a exibição do avançado do PSG, autor do golo da vitória em Oslo.
“Todos temos de estar entrosados”, salientou.
A calma no momento do golo
Ao Canal 11, João Félix explicou também a finalização que colocou Portugal em vantagem.
Em vez de procurar um remate forte, tentou manter a serenidade e colocar a bola. Recuperou uma expressão que Jorge Jesus utiliza nos treinos: “Fazer um passe ao golo.” Foi essa a ideia que procurou executar no momento da finalização.
João Félix marcou assim nos dois primeiros encontros de Jorge Jesus como selecionador nacional e vai ganhando protagonismo numa função interior que o próprio assume como aquela em que melhor se sente.
