João Moura Caetano esclarece relação com Luíza Abreu: “Não temos nada que justificar da nossa união”, afirmou o cavaleiro.
O cavaleiro falou no “V+ Fama” sobre os rumores de separação, explicou a surpresa preparada pela companheira no Redondo e revelou que pretende reduzir o número de atuações na próxima temporada.
João Moura Caetano rejeitou as notícias sobre uma alegada separação de Luíza Abreu e esclareceu que a companheira esteve no jantar que se seguiu à corrida dos seus 20 anos de alternativa. Em direto no “V+ Fama”, o cavaleiro explicou também que a decisão de Luíza não assistir ao espetáculo tinha sido tomada pelos dois, tendo em conta a idade da filha.
Perante as perguntas de Adriano Silva Martins, João Moura Caetano começou por estabelecer os termos da sua participação no programa.
“Adriano, primeiro que tudo, quero esclarecer que aceitei este vosso convite com muito gosto, mas nunca para estar a contrapor ou a justificar-me. Não temos nada que justificar da nossa união. As notícias devem ser dadas exatamente como são, com verdade. Tenho de me justificar? Não. Isso não é verdade.”
O cavaleiro garantiu que Luíza conhecia os planos para a corrida desde o início e que tinha sido convidada. A ausência durante a atuação resultou de uma opção familiar relacionada com o bem-estar da bebé.
“E depois apareceu no fim de surpresa, graças a Deus. Adorei essa decisão da parte da Luísa, a verdade é essa”, acrescentou.
Luíza esteve no jantar com os dois filhos do cavaleiro
João Moura Caetano contrariou também a versão de que a companheira não teria participado na celebração posterior à corrida.
“Essa parte não é verdade, a Luísa foi comigo para o hotel com a pequena e com o meu filho António, e depois foi ao jantar, onde entrou comigo, com a pequena e com o António.”
Segundo explicou, a permanência foi breve porque chegou a hora de alimentar a bebé. Cerca de meia hora depois, Luíza recolheu ao quarto para lhe dar o biberão.
“E depois ela adormeceu a seguir ao leite e a Luísa ficou a tomar conta dela ali. Entretanto, eu saí da festa também para ajudar. E quando acabou, fomos para a herdade.”
O cavaleiro sublinhou, por isso, que não existiu qualquer exclusão da companheira: “Portanto, a Luísa até esteve presente, não por muito tempo, mas esteve presente no jantar, claro.”
O esclarecimento surgiu depois de Maya ter colocado em causa a continuidade da relação no “Noite das Estrelas”. Antes desta intervenção, Adriano Silva Martins já tinha transmitido, no “Dois às 10”, que falara com ambos e que os dois negavam uma crise.
A surpresa que o fez chorar no Redondo
A aparição de Luíza com a filha no final da corrida de 5 de outubro foi um dos momentos que mais marcaram João Moura Caetano. O cavaleiro contou que esperava encontrá-las apenas depois do espetáculo.
“Foi uma grande surpresa mesmo”, reconheceu. “Optámos, combinámos que ela ficasse em casa, aqui na herdade.”
Luíza organizou a deslocação com uma amiga, sem que o cavaleiro percebesse o que estava a ser preparado.
“Ninguém da minha equipa, da minha quadrilha, sequer se apercebeu disso. […] E já no final da volta, quando ia passar pela porta principal, vi a Luísa e a pequena. E pronto, foi uma surpresa completa e emocionei-me.”
Quando Adriano recordou que o tinha visto chorar, João explicou o significado daquele encontro.
“Não me aguentei ao sentir ali, depois de um momento tão especial, a dar a volta com os meus dois filhos. E principalmente ter sido uma surpresa tão grande vê-las ali. Foi muito especial e foi a cereja no topo do bolo de um dia tão importante.”
A duração do espetáculo tinha sido determinante na decisão inicial do casal.
“Uma corrida de touros destas ocupa quase três horas, entre intervalo, homenagens e tudo o mais. E estar a pequena ali a sujeitar-se a três horas, entre dormir, beber o leite e estar acordada, era muito chato para ela. E portanto combinámos que assim fosse, mas a Luísa fez-me essa surpresa, graças a Deus, e agradeci muito.”
Vinte anos de alternativa numa “tarde e noite sonhada”
Sobre a encerrona no Coliseu de Redondo, João Moura Caetano descreveu uma “tarde e noite sonhada”, vivida entre familiares, amigos e aficionados.
“Artisticamente houve sorte e correu tudo às mil maravilhas”, afirmou, destacando a resposta dos cavalos e os momentos em que conseguiu concretizar o toureio que procurava.
“Podia não ter corrido como pensámos, porque é muito fácil que assim seja, mas graças a Deus correu bem e acabou tudo em beleza, apoteose, e principalmente uma comunhão entre mim e as pessoas que estavam presentes muito bonita e com sentimentos à flor da pele, que é o que procuro nesta arte.”
A celebração encerrou uma temporada particularmente significativa para o cavaleiro, que aproveitou a conversa para abordar o futuro profissional.
Menos corridas, mas sem uma despedida marcada
João Moura Caetano admitiu ter ponderado diferentes caminhos, incluindo a possibilidade de interromper a atividade durante algum tempo. Agora, porém, mostrou vontade de continuar.
“Neste momento sinto que ainda tenho muito para dar”, afirmou. “Sinto-me ainda no auge.”
O filho António é um dos maiores entusiastas dessa continuidade: “E se eu falar em retirar-me, fica zangado comigo. Diz logo: ‘Pai, nem pensar, isso nem pensar’.”
A mudança deverá passar por uma agenda menos preenchida, permitindo-lhe gerir de outra forma a exigência da profissão.
“Tem sido muito intenso e vou diminuir um bocadinho, vou mudar um bocadinho a estratégia nesse aspeto. Mas acho que ainda estou aqui para dar muito à tauromaquia. E depois vamos vendo. Como disse, Adriano, outro dia, nunca se sabe. Se sentir que me está a custar por qualquer motivo, a seguir a uma corrida qualquer posso retirar-me. Neste momento estou cheio de ilusão para continuar na próxima temporada, com uma estratégia um bocadinho diferente.”
