Katia Aveiro visita a Rocinha e deixa reflexão: «Respeito não é apenas admirar», destacou através das redes sociais.
A irmã de Cristiano Ronaldo concretizou o desejo de conhecer a comunidade do Rio de Janeiro e destacou a importância de ouvir quem ali vive.
Katia Aveiro visitou a Rocinha, no Rio de Janeiro, e acompanhou o vídeo da experiência com uma reflexão sobre a responsabilidade de quem conhece uma realidade diferente da sua. Na publicação nas redes sociais, salientou que o respeito por um lugar passa também pela atenção às pessoas que o constroem.
“Era um desejo visitar a Rocinha. Hoje eu vim…”, escreveu a irmã de Cristiano Ronaldo, assinalando a concretização dessa vontade.
Katia Aveiro destaca dignidade e história dos moradores
Na mensagem que acompanhou as imagens, Katia explicou o que retirou da visita e defendeu uma atitude de escuta, para além da observação do espaço.
“Levo essa experiência como um convite à reflexão e ao aprendizado: conhecer um lugar também exige reconhecer as pessoas que o constroem, questionar os próprios olhares e compreender que respeito não é apenas admirar, mas escutar, aprender e valorizar a dignidade, a história e os sonhos de quem vive ali.”
Situada na zona sul do Rio de Janeiro, a Rocinha é uma das maiores favelas do Brasil. As habitações nas encostas e as ruas estreitas fazem parte de uma paisagem que tem atraído visitantes, incluindo através de percursos organizados na própria comunidade.
Visitas à Rocinha alimentam debate sobre turismo e representação
A divulgação de experiências turísticas na Rocinha tem sido acompanhada por um debate sobre a forma como a comunidade é apresentada. Entre os formatos que ganharam visibilidade estão os vídeos captados por drones a partir de uma laje, em que o afastamento da câmara revela as habitações e a paisagem envolvente.
Estas imagens suscitam críticas de quem considera que podem romantizar a pobreza ou reduzir a vida dos moradores a um cenário. Em sentido contrário, os promotores das visitas defendem que o turismo conduzido por pessoas da comunidade pode criar emprego e combater preconceitos.
Na sua publicação, Katia centrou a reflexão na necessidade de reconhecer a história e os projetos de vida de quem reside na Rocinha, sublinhando a diferença entre admirar uma paisagem e conhecer as pessoas que fazem parte dela.
