Depois de várias semanas marcadas por discussões e sanções, Luís Gonçalves manda Miguel Vicente parar de gritar durante um confronto no «Big Brother All Stars». A inversão de papéis foi analisada no «Diário» desta terça-feira, 3 de novembro, com Adriano Silva Martins a elogiar a mudança de comportamento do antigo vencedor do programa.
A emissão, conduzida por Nuno Eiró, contou com os comentários de Inês Simões e Adriano Silva Martins, que analisaram os acontecimentos mais recentes da casa e as diferenças na postura de alguns concorrentes.
Antes de abordar a discussão, Nuno Eiró aproveitou para brincar com a inesperada dedicação de Francisco Monteiro às tarefas domésticas, depois de o ver mais participativo na cozinha.
«Estou emocionado de ver Luís e Miguel aos gritos e o nosso Zaza trabalhador como nunca se viu. Ele já aprendeu a retirar a louça da máquina, hoje já o vi a lavar uma frigideira. Emocionei-me», ironizou.
Inês Simões acompanhou a brincadeira, classificando a mudança como «o nosso orgulho» e mostrando-se satisfeita por ver o concorrente mais envolvido nas atividades da casa.
«Eu gosto muito do Zaza, já sabem, claro, é nosso colega. De ver assim divertido e animado», afirmou, acrescentando que preferia esta postura àquela que Francisco Monteiro tinha adotado noutras fases da competição.
«Eu gostava de o ver assim, em vez de andar na cama a deprimir», observou.
Luís Gonçalves e Miguel Vicente invertem papéis
A conversa passou depois para o confronto entre Luís Gonçalves e Miguel Vicente, numa discussão em que os comentadores identificaram uma alteração significativa na forma como os dois participantes reagiram.
Inês Simões destacou precisamente a inversão de comportamentos, recordando que, anteriormente, era Luís quem se mostrava mais exaltado.
«Gostei particularmente deste volta-face do Miguel e do Luís, em que o Miguel termina aos gritos com o Luís, quando inicialmente era o Luís que chegava a gritar: não aguento mais», analisou.
Nuno Eiró recuperou então uma das frases que marcaram o confronto, imitando a forma como Luís Gonçalves procurou travar o tom de voz do colega.
«O Luís diz o quê? Não grites, não grites!», recordou.
O momento levou Adriano Silva Martins a defender a reação do concorrente, considerando que existe uma certa ironia no facto de Luís, tantas vezes criticado por gritar, estar agora a pedir calma a Miguel Vicente.
«Mas está-se a gritar para quê? Eu acho que tem toda a razão. Isto tem justiça poética», afirmou.
Nuno Eiró mostrou-se surpreendido com a posição do comentador e recordou o comportamento que Luís Gonçalves tinha apresentado durante grande parte do programa.
«Então, mas o Luís passou a vida toda a gritar e agora é bem?», questionou.
Adriano Silva Martins elogia mudança de Luís Gonçalves
Adriano Silva Martins explicou que não estava a desculpabilizar as atitudes anteriores do concorrente, mas a reconhecer uma evolução depois das penalizações aplicadas pela produção.
«Não, mas é justiça poética porque basicamente o Luís tem que acalmar o Miguel Vicente. É que estamos há dois meses a apontar o dedo ao Luís, que o Luís grita, que o Luís está agitado», argumentou.
O comentador recordou que Luís Gonçalves «pisou o risco muitas vezes, foi abanado e foi sancionado», reconhecendo que determinadas atitudes justificaram a intervenção do Big Brother.
Inês Simões concordou com a decisão da produção: «Foi bem sancionado».
Na perspetiva de Adriano Silva Martins, o concorrente conseguiu retirar consequências da última sanção e dos conselhos recebidos de Carlos Sousa e Ruben Boa Nova.
«E desde que levou a última sanção pensou, percebeu também as dicas que o Carlos e o Ruben lhe disseram cá de fora, a dizer: olha lá, trava aí um bocadinho. E está outro Luís, está no ponto», considerou.
O comentador terminou a análise reafirmando a preferência pelo participante: «Para mim é dos meus favoritos, vocês já sabem».
A discussão com Miguel Vicente acabou, assim, por servir de exemplo à mudança que Adriano Silva Martins identifica no comportamento de Luís Gonçalves, numa altura em que o concorrente continua a ser uma das figuras centrais dos conflitos da casa.
