Manuel Luís Goucha afasta reforma e garante que a vontade de continuar a trabalhar se mantém. Em declarações à revista Maria, o apresentador da TVI recorreu a exemplos de longevidade na televisão e no teatro para explicar como encara o futuro.
Com «Fora do Baralho» e «Funtástico» na sua atividade televisiva, Goucha reconheceu que “parece que abrandar não vai ser possível nos próximos tempos”.
A possibilidade de deixar os ecrãs por uma questão de idade não corresponde, porém, à forma como olha para a profissão.
“Os artistas não se reformam”, afirmou à publicação.
Ruy de Carvalho, Júlio Isidro e Fernando Pessa como referências
Para sustentar a posição, o comunicador destacou percursos de figuras que continuaram a trabalhar numa fase avançada da vida.
“Ruy de Carvalho tem 99 anos e representa. Júlio Isidro tem 81 e continua no ativo na televisão. Fernando Pessa continuou a fazer as suas reportagens até quase aos 100”, declarou, nas palavras reproduzidas pela revista.
Mais do que estabelecer uma idade para parar, Manuel Luís Goucha considera que a continuidade depende da capacidade pessoal e das oportunidades profissionais.
“São apenas alguns exemplos. É uma questão de nos sentirmos capazes e de a televisão nos querer.”
A conversa incluiu ainda uma referência aos hábitos fora do trabalho, com o apresentador a admitir uma preferência que mantém: “Compro livros compulsivamente e pouco mais.”
