Marcelo Palma revela sinais de tensão antes da morte de Maycon Douglas e admite estar em negação desde esse dia.
Nem tudo foi serenidade nas horas que antecederam a morte de Maycon Douglas. A revelação surgiu durante a entrevista de Marcelo Palma no Dois às 10, onde o amigo próximo ajudou a contextualizar a noite trágica vivida na Nazaré.
Pressionado por Cláudio Ramos e Cristina Ferreira, Marcelo assumiu que o ambiente não era totalmente harmonioso.
“Não foi uma noite normal”, admite Marcelo Palma
Segundo explicou, o primeiro sinal de alerta surgiu entre amigos que conheciam bem as rotinas de Maycon. Algo não batia certo naquela noite de 30 de dezembro.
O convidado revelou: “As pessoas da Nazaré, ou seja, o melhor amigo sabia mais ou menos como é a noite e já calculava que algo pudesse ter acontecido. Começou a ficar assustado.”
Marcelo fez questão de ressalvar os limites do seu conhecimento: “Honestamente, eu não queria entrar em detalhes, porque eu também não estive presente.”
Ainda assim, confirmou que houve tensão: “É público que na noite de dia 30 não foi uma noite normal, que pode ter havido um ou outro atrito com algumas pessoas próximas e isso, não sei se pode ser a justificação. Não sei.”
Mudança de comportamento nos últimos meses
Mais à frente, Cristina Ferreira procurou perceber se existiam sinais prévios de instabilidade emocional. A imagem pública de Maycon era a de alguém tranquilo e sempre bem-disposto.
Marcelo Palma recordou então uma alteração subtil nos meses anteriores: “A mim não deu indícios.”
Contudo, acrescentou um detalhe relevante: “Se realmente o Maycon nestes últimos 3 meses, ou seja, a partir de setembro, me ligava muitas vezes.”
O amigo explicou ainda: “Aliás, quase todos os dias, porque também passava muito tempo em Lisboa.”
Sobre o significado dessas chamadas, Marcelo foi cauteloso: “Se se calhar poderia ser uma chamada de atenção, queria companhia, não sei.”
Personalidade solar aumentou o choque da perda
O impacto da morte foi amplificado pelo perfil de Maycon. Para Marcelo, ninguém estava preparado para um desfecho assim.
O agente funerário confessou: “Acho que foi o choque para a maior parte das pessoas.”
E reforçou: “A boa disposição dele, a alegria, acho que ninguém estava preparado.”
Marcelo foi ainda mais específico: “Muito menos o Maycon, porque era uma pessoa mesmo muito alegre, muito bem disposta.”
“Ainda não acredito”, confessa Marcelo Palma
Questionado sobre se aceita a tese de acidente ou outra explicação, Marcelo admitiu estar ainda em negação. Neste momento, prefere agarrar-se às memórias.
O ex-concorrente revelou: “Eu não acredito ainda.”
Explicou também a forma como lida com a ausência: “O que eu quero que permaneça para mim são as memórias.”
Por fim, deixou claro o que o mantém ligado ao amigo: “Eu não me assusto a ver as coisas que tenho com ele, vídeos, fotografias, porque acho que é uma maneira de torná-lo vivo.”
Marcelo concluiu com emoção: “Não está vivo, mas eu quero que ele continue presente. É só isso, quero continuar a sentir esta presença.”
Assim, a entrevista acrescentou novas camadas a uma história marcada por surpresa, dúvidas e um luto ainda em construção.





