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Miguel Ângelo entre Delfins, Resistência e carreira a solo

Miguel Ângelo entre Delfins, Resistência e carreira a solo, falou sobre os vários projectos em que está envolvido.

Antes de mais, falar com Miguel Ângelo é falar de várias vidas em simultâneo. Entre os Delfins, os Resistência e o percurso a solo, o músico continua em movimento.

Ainda assim, garante que o regresso dos Delfins não é nostalgia gratuita. É, acima de tudo, resposta ao público.

“Não, é dar ao povo aquilo que o povo quer.”

E reforça:

“Enquanto nós pudermos, tocamos nós próprios as canções que escrevemos e gravámos há muitos anos atrás.”

Resistência com música nova a caminho

Entretanto, há trabalho fresco a surgir. A Resistência prepara novas edições e um EP focado em autores mais recentes.

“A Resistência está a gravar coisas (…) estamos agora a preparar um EP (…) uma abordagem de autores mais novos (…) e vamos lançar um EP novo ainda este ano.”

Além disso, os concertos de Ano Novo nos Coliseus tornaram-se tradição.

A solo, liberdade total

Por outro lado, Miguel Ângelo usa o nome próprio para arriscar. Aqui, a lógica é diferente da pop mais abrangente dos Delfins.

“A minha carreira à solo, sempre foi uma exploração um bocadinho, não tão mainstream, da música que eu gosto de fazer também.”

E acrescenta:

“Uso sempre a carreira à sol para poder fazer coisas (…) fora da caixa.”

Um mercado pequeno, mas mais vivo

Questionado sobre o estado da música portuguesa, o artista reconhece limitações geográficas. No entanto, vê sinais claros de crescimento.

“Eu acho que há sempre uma escolha natural.”

Depois, aponta uma mudança decisiva:

“Hoje em dia (…) artistas bastante novos (…) enchem Coliseus (…) é incrível, porque no meu tempo era muito difícil conseguir encher um Coliseu com um disco. Hoje isso já acontece.”

Para Miguel Ângelo, o público trocou o CD pelo bilhete.

“As pessoas não compram discos, mas estão mais dispostas a comprar um bilhete para ir ver um concerto.”

Espetáculos diferentes para justificar o bilhete

Por fim, deixa uma conclusão pragmática: quem cobra entrada tem de oferecer algo especial.

“Acho que o truque também é arranjar espetáculos especiais quando os bilhetes são pagos, para as pessoas se sentirem que é diferente e estarem abertas a desembolsar esse dinheiro.”

Em suma, entre clássicos intemporais e novas aventuras criativas, Miguel Ângelo continua a provar que o segredo não está apenas na memória — está na capacidade de se reinventar sem perder a ligação às canções que ficaram.

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