Morte de Jorge Costa abala o futebol português: Cristiano Ronaldo reage e especialistas recordam “o Bicho”

Morte de Jorge Costa abala o futebol português: Cristiano Ronaldo reage e especialistas recordam “o Bicho”, nome pelo qual era conhecido.

Jorge Costa morreu esta terça-feira, 5 de agosto, aos 53 anos, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória durante o trabalho no Olival, centro de treinos do FC Porto. O antigo capitão portista foi assistido de imediato, transportado para o Hospital de São João, no Porto, mas não resistiu.

A notícia da sua morte gerou uma forte onda de comoção no futebol nacional e internacional, com personalidades a recordarem o legado da figura que durante décadas foi símbolo do FC Porto.


Cristiano Ronaldo presta homenagem a Jorge Costa

Nas redes sociais, Cristiano Ronaldo partilhou uma curta, mas simbólica mensagem.
“Até sempre”, escreveu o capitão da Seleção Nacional, numa clara demonstração de respeito e pesar pela partida do antigo defesa-central.


Diretor do ZeroZero: “Foi um dos três grandes capitães do FC Porto”

Em declarações à SIC Notícias, o diretor do site ZeroZero prestou homenagem ao antigo internacional português.
“É um monstro sagrado do Futebol Clube do Porto e diria, pelo menos no meu tempo de vida, um dos três grandes capitães que o Porto teve. Depois de Fernando Gomes e João Pinto, o Jorge Costa foi claramente, de longe, muito longe, o homem que melhor soube interpretar a mística, a raça, a causa do Futebol Clube do Porto”, destacou.

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Além disso, relembrou um momento marcante da carreira de Costa.
“O André Villas-Boas, felizmente, ainda foi a tempo de corrigir um erro histórico que o Porto, ainda com o Pinto da Costa, tinha cometido ao votar ao ostracismo um dos grandes futebolistas da instituição”, afirmou.


Jorge Costa: carreira de conquistas e dedicação ao FC Porto

Com base nos dados do ZeroZero, o ex-capitão azul e branco é o oitavo jogador com mais jogos realizados pelo clube.
“O Jorge Costa é um homem que tem um currículo absolutamente invejável. Oito vezes campeão nacional, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças, um Campeonato do Mundo, uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa… e podíamos continuar”, destacou o mesmo responsável.

Na sua última passagem pelo FC Porto, Jorge Costa integrava a estrutura como diretor de futebol.
“Ainda veio ao tempo de viver o seu último ano de vida ao serviço do clube que mais amava”, sublinhou.


Recordações pessoais: “Tinha um coração fantástico”

O diretor do ZeroZero revelou ainda detalhes de encontros com Jorge Costa.
“Tive a felicidade de privar algumas vezes com o Jorge Costa, a última das quais, em dezembro de 2022, em Viseu. Passámos um dia com ele no Académico, deu-nos uma entrevista muito interessante onde falou abertamente sobre o infarto que sofreu no verão de 2022. Disse-nos que tinha deixado de fumar, que estava mais calmo, que tinha que estar mais calmo”, recordou.

Num episódio caricato, partilhou ainda um momento no Olival:
“Paramos o carro num sítio proibido, que era do Jorge Costa, e ele veio logo para cima de nós. Mas quando viu que era eu, abraçou-me logo e pediu desculpa. Era um homem emocional, com um coração fantástico”, acrescentou.


David Borges: “Recebeu a alcunha de ‘O Bicho’ por mérito próprio”

O jornalista David Borges também prestou tributo na SIC Notícias.
“Recordo Jorge Costa sobretudo como futebolista. Não pelo seu talento técnico, que não o tinha, mas pela sua raça, valentia, determinação e liderança. Foi um dos principais defesas centrais do futebol português”, comentou.

Sobre o impacto que teve no FC Porto, não teve dúvidas.
“Recebeu a alcunha de ‘O Bicho’ porque era, em campo, um guerreiro. Não via amigos, via a sua equipa. Definia-se como portista de sangue azul”, frisou.

Já sobre a atual fase no clube, destacou o papel fundamental na nova liderança:
“Era, indiscutivelmente, um braço direito no futebol para André Villas-Boas. Para ele, esta perda deve ser irreparável”, concluiu.


Um mês depois da tragédia com Diogo Jota, nova perda para o futebol

A morte de Jorge Costa surge pouco tempo após o falecimento de Diogo Jota, também ligado ao universo portista.
“O coração está pesado. O Jorge Costa era um monstro sagrado do Porto, mas acima de tudo, era um homem bom”, finalizou o diretor do ZeroZero.

O futebol português está de luto e perde uma das suas referências mais marcantes.

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