Nelson Lisboa reage com alerta à ascensão do Chega, através de uma publicação feita nas suas redes sociais.
As eleições legislativas de 18 de maio deram a vitória à Aliança Democrática (AD), coligação entre o PSD e o CDS, confirmando Luís Montenegro como próximo chefe de Governo. Contudo, o apuramento final dos votos ainda não está encerrado, uma vez que os círculos da emigração podem alterar de forma significativa o cenário político nacional.
Atualmente, o Chega e o Partido Socialista encontram-se empatados, com 58 deputados cada um. O desfecho dependerá dos votos nos 24 consulados no estrangeiro, que determinarão quatro mandatos cruciais. Dependendo do resultado, o Chega poderá ultrapassar o PS e assumir o papel de principal força da oposição pela primeira vez.
Importa recordar que, após o anúncio dos resultados, Pedro Nuno Santos assumiu a derrota e apresentou a demissão da liderança do Partido Socialista. “Assumo as responsabilidades como líder do partido, como sempre fiz. Nesse sentido, vou pedir eleições internas à Comissão Nacional, para as quais não serei candidato”, declarou o político.
Entretanto, nas redes sociais, surgem cada vez mais reações à possibilidade de o Chega se tornar a segunda força no Parlamento. O cantor e ativista Nelson Lisboa expressou a sua preocupação com o crescimento do partido liderado por André Ventura.
“Hoje, com profunda inquietação, assistimos ao desenlace de mais um capítulo da nossa história democrática. Os resultados que colocam o CHEGA como uma força política expressiva em Portugal não são apenas um sinal de mudança – são um alarme que ecoa pelas entranhas dos nossos valores mais fundamentais”, escreveu.
Mais à frente, reforçou a crítica ao discurso do partido: “Um partido que constrói a sua ascensão através da exploração do medo, da simplificação dos problemas complexos e da constante desumanização do outro, não pode — nem deve – ser normalizado como ‘mais uma escolha entre tantas’”, alertou.
Agora, com os olhos postos no voto da emigração, a composição definitiva da Assembleia da República continua em aberto, podendo ainda mudar o equilíbrio de forças no Parlamento português.





