A ausência de imagens de videovigilância da A1 relativas à alegada perseguição a Frederica Lima está a ser questionada pela defesa de Nuno Homem de Sá. O advogado Alexandre Guerreiro afirmou à TV 7 Dias que as gravações foram pedidas, mas que a Brisa informou que já tinham sido apagadas.
O ator começou a ser julgado a 15 de outubro, no Tribunal de Santarém, num processo em que responde por um crime de violência doméstica. A alegada perseguição na autoestrada é um dos episódios em discussão, mantendo-se por apurar judicialmente as circunstâncias dos acontecimentos.
Advogado diz que insistiu na obtenção das gravações
Em declarações à TV 7 Dias após a audiência, Alexandre Guerreiro sustentou que as imagens poderiam ajudar a esclarecer o sucedido e acusou a concessionária de não ter cumprido o prazo de conservação que considera aplicável.
“Foi a primeira coisa que pedimos e voltámos a insistir para que houvesse. O tribunal e o senhor procurador tiveram todo o interesse porque acharam que era prova imprescindível porque esclareceria todas as dúvidas. Mas quando contactaram a Brisa, a Brisa disse que ao fim de poucos dias apagaram as imagens todas, portanto, violaram a própria lei que obriga-os a manter as imagens conservadas durante 30 dias”, declarou.
A alegação de incumprimento legal é feita pelo advogado de defesa. A informação divulgada não inclui uma resposta da Brisa nem uma decisão judicial que estabeleça essa infração.
Depoimentos sobre saída para Leiria em discussão
A defesa apontou também diferenças entre o relato de Frederica Lima em tribunal e as declarações anteriormente prestadas à GNR sobre a impossibilidade de entrar na estação de serviço de Leiria.
Segundo o relato da audiência divulgado, Frederica afirmou que seguia com o então namorado na faixa da esquerda da A1 e que pretendia entrar naquela área de serviço, onde a polícia estaria à espera. Em tribunal, atribuiu a impossibilidade de realizar a manobra à posição da viatura de Nuno Homem de Sá, que se teria colocado à direita do automóvel em que seguia.
Durante a sessão, o procurador do Ministério Público pediu a leitura das declarações prestadas à GNR. Nesse depoimento, a impossibilidade de sair teria sido explicada pelo trânsito intenso na faixa da direita, justificação também apresentada em tribunal pelo homem que acompanhava Frederica.
As diferenças foram destacadas pela defesa, cabendo ao tribunal apreciar os depoimentos e a restante prova.
Ator prestou declarações no início do julgamento
Nuno Homem de Sá apresentou a sua versão dos acontecimentos no início da sessão. Frederica Lima foi ouvida posteriormente, sem a presença do ator na sala.
O processo continua em julgamento, não existindo nos elementos divulgados uma decisão sobre os factos imputados ao ator, que beneficia da presunção de inocência.
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