Domingo, Setembro 19, 2021

O Amor Acontece: Concorrente tentou o suicídio

O Amor Acontece: Concorrente tentou o suicídio

O Amor Acontece: Concorrente tentou o suicídio, após a morte da filha.

Ide de Sousa Vieira é brasileira, tem 64 anos e é uma das concorrentes d’ O Amor Acontece, na TVI.

A concorrente, de 64 anos, vive em Portugal há apenas três e há 17 anos perdeu a filha mais velha.

Entrei num buraco negro”, disse, no Dois às 10.

A filha faleceu quando estava no Brasil, em 2004.

Ela fazia 19 anos em março e faleceu em dezembro”, explicou.

Acho que temos de ter muito Deus dentro do coração e uma força gigantesca para poder voltar a sorrir depois de uma perda tão gigante como esta. Principalmente quando se é aquela mãe galinha, que quer ter os filhos debaixo das asas o tempo todo, a ampará-los, a fazer tudo ou além de tudo para lhes dar o melhor. Eu sempre fui aquela mãe amiga, companheira, menina, que brincava com as minhas filhas com bonecas. Eu misturava-me como criança”, disse.

Destacou que a filha foi “sonhada e planeada”.

Ela era uma menina alegre, como eu. Brincalhona, risonha. Com o passar do tempo, na adolescência, mostrou uma aptidão muito grande para a música. Tocava piano, teclado, órgão. Tocava divinamente”, frisou.

Quando a perda aconteceu, o chão abriu e eu entrei num buraco negro. Ela levou a minha alma. Durante muitos anos, senti-me morta por dentro. Eu obrigava-me a sorrir, porque a vida continua. Mas, dentro de mim, sentia-me morta”, desabafou.

Acho que sou um cadáver ambulante”, disse na altura.

No primeiro ano, algo me impulsionava a acabar com a minha vida. Algo dentro de mim dizia-me: ‘Tu não tens vida, isto não é vida. Tu perdeste algo muito precioso na tua vida. Tu, hoje, não vives. Vegetas, és um cadáver ambulante. Acaba logo com isso’”, contou ainda.

Muitas vezes ia a uma grande estrada que há em São Paulo e na qual passam muitas carretas pesadas. Ia para lá e começava a olhar. Vinha uma carreta em grande velocidade e aquela voz dizia: ‘Joga-te à frente daquela carreta’. Outra dizia: ‘Não, não faças isso. Porque ainda não é tempo para morreres’”, contou.

Como ainda trabalhava num hospital, pensava: ‘Conheço medicamentos que se injetam na veia e são letais. Então, vou roubar um medicamento desses’“, disse.

Achava que não tinha meios de me reerguer. Eu dizia sempre: ‘Desta vez, o vendaval levou tudo. Não tem como erguer a minha vida’”, contou ainda.

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