Pedro Abrunhosa criticou o peso das despesas com a habitação nos orçamentos familiares, numa entrevista à CNN Portugal cuja exibição está anunciada para esta sexta-feira, 23 de outubro. Num excerto divulgado pela estação nas redes sociais, o músico defendeu que “a habitação não pode ser um luxo”.
O artista relacionou a dificuldade em suportar os custos de uma casa com o dinheiro disponível para alimentação, educação dos filhos e outras necessidades quotidianas.
Músico aponta impacto nas despesas das famílias
Durante a entrevista, Pedro Abrunhosa recorreu a uma percentagem para ilustrar a pressão financeira que considera existir sobre as famílias portuguesas.
“84% do salário de uma família portuguesa vai para a habitação. Restam 26% para o resto das atividades, como manter os filhos na escola, para os vestir, para os calçar, para as atividades de lazer, para a comida, para o gás, para a eletricidade. Isto é impensável”, afirmou.
O excerto disponibilizado não identifica a fonte nem o universo a que se refere a percentagem de 84%, pelo que esse valor não pode ser apresentado como uma média nacional confirmada. A declaração contém também um lapso aritmético: depois de uma despesa de 84%, restariam 16%, e não 26%.
“A habitação não pode ser um luxo”
A intervenção do músico centra-se nas consequências que os encargos com a casa têm sobre as restantes escolhas das famílias. Ao enumerar despesas com os filhos, alimentação e serviços essenciais, Abrunhosa questiona a margem que sobra para assegurar o quotidiano.
A frase “a habitação não pode ser um luxo” resume a posição expressa no excerto antecipado pela CNN Portugal, antes da exibição da entrevista.
