Pedro Chagas Freitas deixa apelo sobre a infância: “Deixem as crianças ser crianças”

Pedro Chagas Freitas deixa apelo sobre a infância: “Deixem as crianças ser crianças”, assinalou o escritor.

Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para deixar uma reflexão sobre a infância, a educação e a forma como os adultos olham para as crianças.

Na publicação, o autor defende uma infância com mais liberdade para brincar, pensar, errar e imaginar. Além disso, deixa críticas à pressão colocada sobre os mais novos para corresponderem a padrões adultos.

Autor pede menos pressão sobre as crianças

No texto partilhado, Pedro Chagas Freitas começa por apelar a que os adultos não antecipem etapas na vida das crianças. Para o autor, há tempo para aprender e crescer.

“Deixem as crianças brincar.
Não queiram que saibam tudo, que aprendam tudo, que saibam já o que têm toda a vida para saber, não queiram que fiquem fechadas dentro das caixas em que os adultos precisam de viver para se sentirem grandes, coitaditos.”

Assim, a mensagem coloca o foco na necessidade de preservar o tempo da infância. A ideia central passa por não transformar as crianças em pequenos adultos antes do tempo.

Pensar por si e descobrir caminhos

Depois, Pedro Chagas Freitas insiste na importância de deixar as crianças desenvolverem pensamento próprio. O autor rejeita uma educação baseada apenas na obediência.

“Deixem as crianças pensar.
Pensar por si, pela sua cabeça, inventar, criar, tentar, cair e levantar, perceber que caminhos querem percorrer, que estradas querem descobrir. Não queiram a obediência cega, básica, bacoca. Prefiram a colaboração, o entendimento. Não queiram criar soldados, fotocópias vazias; prefiram criar artistas, poetas, mesmo que não escrevam, mesmo que não pintem ou desenhem, prefiram criar artistas da vida, poetas do olhar, almas sensíveis, reais, humanas, únicas.”

Entretanto, o escritor sublinha que pensar, inventar e tentar também fazem parte do crescimento. A infância surge, neste texto, como um espaço de descoberta e não de repetição.

Falhar também faz parte da infância

Pedro Chagas Freitas aborda ainda o erro como parte natural do percurso das crianças. Na mesma publicação, deixa um recado aos adultos sobre expectativas e frustrações.

“Deixem as crianças falhar.
Mandem bugiar a perfeição, não coloquem nelas as vossas frustrações, as vossas limitações, as vossas prisões, o que deixaram por fazer ou por ser.”

Desta forma, o autor aponta para a pressão da perfeição como um peso que não deve ser colocado nos mais novos.

Imaginação no centro da mensagem

Além da liberdade para errar, Pedro Chagas Freitas defende também o direito à imaginação. No texto, o autor incentiva os adultos a entrarem no universo simbólico das crianças.

“Deixem as crianças voar.
Se elas acreditarem que há animais que falam, falem com eles também; se elas contarem que há árvores que dançam, dancem com elas também. Não digam que não existe o que vocês não vêem, não digam que é só aquilo que os olhos quadrados dos adultos vêem que existe. É muito mais o que existe e que não se vê, é tão importante o que existe e que não se vê.”

Assim, a publicação valoriza a fantasia como parte essencial da infância. Para Pedro Chagas Freitas, nem tudo precisa de caber na visão prática dos adultos.

“Deixem as crianças ser crianças”

A reflexão termina com uma frase simples, mas directa. O autor pede que a infância seja respeitada no seu próprio ritmo.

“Deixem as crianças ser crianças.
E, já agora, tentem ser um bocadinho crianças também.”

Com esta publicação, Pedro Chagas Freitas deixa uma mensagem centrada na liberdade, na sensibilidade e na imaginação. Além disso, convida os adultos a repensarem a forma como acompanham o crescimento das crianças.

Veja a publicação AQUI.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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