Pedro Chagas Freitas defendeu que ignorar quem procura provocar sofrimento é uma forma de lhe retirar influência. Numa publicação partilhada no Facebook este domingo, 25 de outubro, o escritor deixou uma reflexão sobre o ódio, a necessidade de aprovação e a decisão de não alimentar conflitos.
“Não ligues aos que não te querem bem. Isso vai deixá-los loucos. Querem a tua raiva, o teu rancor. Querem que sofras, que entres no jogo”, escreveu.
Sem identificar pessoas ou episódios concretos, o autor dirigiu a mensagem a quem enfrenta hostilidade e sente a pressão de responder. Na sua perspetiva, essa reação acaba por dar importância a quem procura desencadeá-la.
“Se os ignorares, tiras-lhes a única coisa que os alimenta: a sensação de que importam.”
“O ódio precisa de combustível”
Ao longo do texto, Pedro Chagas Freitas apresentou a recusa em entrar numa discussão como uma escolha consciente. O escritor sustentou que as justificações e o confronto podem prolongar precisamente aquilo de que se pretende sair.
“O ódio precisa de combustível. Precisa que te justifiques, que grites. Precisa que lhe dês a dignidade de uma guerra”, afirmou, antes de acrescentar: “Não te importes. Não te rales.”
O autor antecipou também que o silêncio pode ser interpretado pelos outros como uma derrota, sem que isso deva obrigar a uma resposta.
“Eles vão espernear, inventar teorias. Vão dizer que te sentes derrotado. Vão consumir-se no próprio veneno. Tu vais estar ocupado a viver.”
A felicidade sem depender da aprovação dos outros
A reflexão terminou com a frase mais contundente da publicação, na qual Pedro Chagas Freitas associou a liberdade de viver à capacidade de dispensar a validação de quem deseja o contrário.
“Nada fere mais os medíocres do que ver alguém feliz sem precisar da aprovação deles.”
No final do texto, o escritor incluiu uma referência a «O Livro do Pechimperé». A publicação não apresentou um destinatário concreto nem foi acompanhada por uma explicação que a associasse a algum conflito pessoal.
