Pedro Chagas Freitas publica carta aberta contra o bullying e deixa apelo aos alunos de todo o mundo, nas redes sociais.
Escritor usa as redes sociais para alertar para o impacto do silêncio e da violência
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para divulgar uma carta aberta dirigida a alunos de todo o mundo. A mensagem, partilhada esta semana, centra-se no bullying em contexto escolar e no papel de quem assiste em silêncio a situações de exclusão e violência.
Desde o início, o escritor apela à empatia e à atenção para sinais muitas vezes invisíveis. Na publicação, começa por escrever: “Meu herói, na escola há batalhas que ninguém vê.” Em seguida, descreve os espaços onde esses conflitos acontecem: “É nas aulas, é nos campos de futebol, é nos corredores, é nos cantos do recreio.”
“É aí que o bullying vive”
Ao longo do texto, Pedro Chagas Freitas sublinha que o sofrimento nem sempre é evidente. Assim, alerta: “É dentro das mochilas cheias de dores que não cabem em palavras.” E reforça a gravidade do problema: “É aí que o bullying vive. É aí que ele mata.”
Perante esta realidade, o autor deixa um pedido claro a quem observa colegas isolados: “Se vires alguém sempre sozinho, sempre triste, com os olhos no chão, aproxima-te.” Mesmo reconhecendo a dificuldade do gesto, acrescenta: “Talvez ele não queira falar, talvez te empurre para longe com o silêncio, mas vai.”
O silêncio também é violência
Num dos pontos mais fortes da carta, Pedro Chagas Freitas responsabiliza quem escolhe não agir. Nesse sentido, escreve: “Se vires alguém a ser humilhado, não te escondas no grupo, não finjas que não é contigo.” E reforça: “É contigo.”
O autor alerta ainda para o impacto da omissão: “O silêncio, nesse momento, é tão violento quanto as palavras que o magoam.” Como alternativa, deixa exemplos simples de apoio: “Dá-lhe um abraço, uma palavra, um escudo contra a merda que lhe atiram.”
Apelo direto à ação
Na parte final da carta, o escritor dirige-se a situações de agressão física. Assim, afirma: “Se vires alguém a bater, lembra-te: a violência só vive porque há quem deixe.” E deixa um apelo inequívoco: “Não deixes. Levanta-te.”
Mesmo quando a intervenção direta não é possível, defende que há sempre uma alternativa: “Se não conseguires parar, grita. Grita por ajuda, grita para acordar quem está a fingir que não vê.”
“Podes mudar o mundo de alguém”
Pedro Chagas Freitas encerra a carta com uma mensagem de esperança e responsabilidade individual. Dessa forma, conclui: “Não vais mudar o mundo inteiro.” Mas deixa uma ideia forte como fecho: “Mas podes mudar o mundo de alguém. É um bom começo, não é?”
A publicação gerou inúmeras reações nas redes sociais, com leitores a elogiar a mensagem direta e o apelo à empatia, num tema que continua a marcar a realidade de muitas escolas.
Veja a publicação AQUI.







