Pedro Chagas Freitas reflete sobre amor e vulnerabilidade: “Só me magoa quem eu amo”, afirmou o escritor.
Pedro Chagas Freitas partilhou uma reflexão sobre o amor, o medo da separação e a capacidade de viver as emoções. O texto foi publicado no Facebook esta sexta-feira, 9 de outubro, numa mensagem associada a “O Livro do Pechimperé”.
O escritor começou com um breve diálogo entre uma mãe e um filho, construído em torno da vontade de adiar uma despedida:
“– Quando é que vais embora, mãe?
– Quando acordares.
– Então hoje não durmo.”
“Que quantidade de amor há em cada ferida?”
A partir dessa conversa, Pedro Chagas Freitas desenvolveu uma reflexão sobre a ligação entre os afetos e a dor.
“Que quantidade de amor há em cada ferida? A vida, se não sabem ficam agora a saber, é daqueles que choram melhor, daqueles que largam as lágrimas certas no momento certo, e que por isso vivem as emoções certas, os sentimentos certos”, escreveu.
O autor questionou depois a ideia de que amar significa apenas ficar mais exposto ao sofrimento.
“Dizem que o amor desampara, que nos deixa expostos demais ao que nos acontece, quando o que me parece é que o amor nos protege, ficamos atrás do amor como atrás de uma muralha.”
O lugar de quem consegue magoar
Na parte final, o escritor distinguiu a importância que outras pessoas podem ter da proximidade emocional reservada a quem ama.
“Só me toca, só mexe comigo, quem eu amo, os outros podem ser importantes, e são, mas não conseguem magoar-me. Só me magoa quem eu amo, simples, não?”, concluiu.
A publicação foi acompanhada pelo tema “(Everything I Do) I Do It for You”, de Bryan Adams, e por uma referência ao livro.
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