Pedro Chagas Freitas reflete sobre o amor: “Não fiques onde te toleram”

Pedro Chagas Freitas reflete sobre o amor em duas publicações no Facebook que abordam a solidão, a vulnerabilidade e a diferença entre ser tolerado e amado. O escritor desafia os seguidores a repensarem as relações em que permanecem e a forma como encaram a dor.

Numa das partilhas, associadas à divulgação de “O Livro do Pechimperé”, deixou uma mensagem direta: “Não fiques onde te toleram; fica onde te amam.”

A partir dessa ideia, desenvolveu uma reflexão sobre o reconhecimento que se procura nos outros, incluindo nas plataformas digitais.

“A tolerância tornou-se moda: é a mentira civilizada em que todos querem acreditar. O amor real não é essa sensação esfarrapada de reconhecimento que te oferecem nas redes sociais, nem as palavras doces de quem nunca te olhou nos olhos.”

Para o autor, a diferença está na forma como cada pessoa pode existir dentro de uma relação.

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“Onde te toleram permanecerás uma sombra: uma ausência. Onde te amam serás uma vida em movimento. O amor exige a coragem da vulnerabilidade.”

Pedro Chagas Freitas concluiu esse pensamento com um apelo à mudança: “Ser vulnerável é um acto de resistência. A tolerância é passiva; o amor é a força que te move. Mexe-te, vá.”

“Só me magoa quem eu amo”

Noutra publicação, o escritor recuperou o tema das relações através de uma imagem com um pequeno diálogo: “A solidão não é estar sozinho.” À pergunta “Então o que é?”, surge a resposta: “Estar acompanhado das pessoas erradas.”

Já no texto que acompanha a imagem, começou com uma conversa entre uma mãe e um filho: “Quando é que vais embora, mãe?”, pergunta a criança. “Quando acordares”, responde a mãe, antes de ouvir: “Então hoje não durmo.”

O diálogo serviu de ponto de partida para uma reflexão sobre o amor e a expressão das emoções.

“Que quantidade de amor há em cada ferida? A vida, se não sabem ficam agora a saber, é daqueles que choram melhor, daqueles que largam as lágrimas certas no momento certo, e que por isso vivem as emoções certas, os sentimentos certos.”

Apesar da possibilidade de sofrer, Pedro Chagas Freitas apresentou o amor como uma forma de proteção.

“Dizem que o amor desampara, que nos deixa expostos demais ao que nos acontece, quando o que me parece é que o amor nos protege, ficamos atrás do amor como atrás de uma muralha.”

A terminar, explicou a ligação que estabelece entre a proximidade afetiva e a capacidade de alguém o magoar.

“Só me toca, só mexe comigo, quem eu amo, os outros podem ser importantes, e são, mas não conseguem magoar-me. Só me magoa quem eu amo, simples, não?”

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