Pierre Gasly denuncia ameaças dirigidas a Kika Cerqueira Gomes após polémica na Fórmula 1, em entrevista.
Pierre Gasly revelou que Kika Cerqueira Gomes esteve entre os alvos de ameaças e ataques nas redes sociais na sequência do Grande Prémio de Espanha de Fórmula 1. O piloto francês da Alpine abordou publicamente a dimensão das mensagens recebidas depois de um episódio em pista com o companheiro de equipa Franco Colapinto.
O caso remonta à fase final da corrida disputada em Madrid, a 13 de setembro. Gasly seguia à frente de Colapinto quando se preparava para entrar nas boxes e acabou por atrasar o argentino, que tinha Oscar Piastri muito próximo. Apesar de Colapinto ter mantido o sétimo lugar, o episódio provocou protestos do piloto através da rádio e, posteriormente, uma vaga de ataques nas redes sociais.
Dias depois, já antes do Grande Prémio do Azerbaijão, Gasly falou sobre o que aconteceu e revelou que as mensagens não ficaram limitadas a si.
«Pessoalmente, considero isto um pouco perturbador para o nosso desporto», afirmou o piloto em declarações ao The Race.
Kika Cerqueira Gomes entre os alvos
Gasly reconhece que a exposição e as críticas fazem parte da realidade de um piloto de Fórmula 1, mas considera que desta vez foram ultrapassados limites quando os ataques chegaram às pessoas que lhe são próximas.
«Sou um atleta de topo, por isso sei que estou exposto, sempre foi assim, mas considero completamente inapropriada a dimensão das ameaças e dos ataques, especialmente quando chegam a familiares, à minha namorada, etc.», explicou.
A namorada a que Gasly se refere é a modelo portuguesa Kika Cerqueira Gomes. A imprensa internacional confirmou que tanto Kika como outros familiares do piloto foram atingidos pelas mensagens que surgiram depois da corrida.
O francês defendeu, por isso, uma mudança na forma como determinados adeptos utilizam as redes sociais.
«As coisas não eram assim no passado e, enquanto desporto, precisamos de encontrar uma forma de tornar isto num espaço mais saudável.»
Gasly aceita que os adeptos possam gostar ou não de um piloto, mas traça uma fronteira quando essa reação se transforma em ameaças.
«Podem gostar de nós ou não gostar, não há problema nenhum, mas existe uma determinada linha que não deve ser ultrapassada apenas porque se está atrás de um ecrã e de um teclado, e essas linhas são ultrapassadas demasiadas vezes.»
Franco Colapinto condena ataques
O próprio Franco Colapinto tomou posição depois de ter conhecimento das mensagens dirigidas ao companheiro de equipa e às pessoas próximas de Gasly.
«Acho que ele recebeu muitas mensagens. Não as vi porque não estou muito nas redes sociais, mas nunca é agradável receber isso, ainda mais quando está a acontecer a alguém da equipa pela qual corro.», afirmou.
O argentino sublinhou que mantém uma boa relação com Gasly e que ambos trabalham para o mesmo objetivo na Alpine.
«Somos companheiros de equipa e damo-nos muito bem. Estamos focados no mesmo resultado, temos o mesmo objetivo, que é tornar a Alpine melhor.»
Colapinto deixou ainda um pedido para que os ataques terminem: «Espero que consigam parar com isto.»
Quanto ao episódio ocorrido em pista, Gasly confirmou que a situação foi posteriormente discutida internamente pela Alpine e garantiu que o assunto ficou esclarecido entre os envolvidos.
