Ana Garcia Martins quer falar de relações com as seguidoras e começou pelos ciúmes. Rejeita o controlo sobre o outro, mas deixa um conselho: não desvalorizar aquilo que parece estar errado.
A Pipoca Mais Doce anunciou uma nova rubrica sobre relações amorosas depois do fim do namoro de cinco anos. Numa publicação no Instagram, Ana Garcia Martins explicou que as histórias recebidas de outras mulheres a levaram a abordar os problemas dos relacionamentos, começando pela diferença entre viver consumida pelos ciúmes e prestar atenção a sinais de alerta.
A influenciadora apresentou a ideia com humor e sem se colocar no papel de especialista. Pelo contrário, trouxe para a conversa o seu próprio percurso, marcado pelo fim do casamento e pela recente separação.
“Eu percebi com isso e com muitas histórias que me foram deixadas e que continuam muitas pessoas a partilhar comigo que há por aí muita mulher metida em dramas amorosos, relações que não estão a funcionar, finais de relações, pessoas a se furar mesmo, muita, muita gente. E vai daí, eu concluí também que muitas de nós estamos só a ser burras. E então eu pensei, por que não criar uma rubrica (…) Porque eu tenho grande experiência em relações? Não, tive uma de 12 ou 13 anos que foi o meu casamento, depois tive esta agora que foram 5 anos e que também acabou.”
“Nunca fui de controlar telemóveis alheios”
No texto que acompanha o vídeo, Ana Garcia Martins começou por explicar como se posiciona perante os ciúmes e a vigilância dentro de uma relação.
“Assim que me lembre, acho que nunca fui particularmente ciumenta. Nunca fui de fazer cenas, de controlar telemóveis alheios, de proibir o outro de ir aqui ou ali. Deus me livre e guarde de ser essa pessoa ou de estar com alguém assim.”
No vídeo, distinguiu aquilo que considera um ciúme pontual de um comportamento possessivo, deixando um apelo às mulheres que a acompanham.
“Por favor, por favor, não sejam ciumentas. Eu não falo daquele ciúme, aquele ciuminho normal que até é saudável haver em relação ao outro, falo daquele ciúme doentio, possessivo, que nos leva a fazer loucuras (…) Eu acho que o ciúme é o sentimento mais infrutífero de todos, porque em última instância nós não controlamos nada. Em última instância, a outra pessoa faz o que quer, quando quer, perto, longe, debaixo do nosso nariz. Portanto, não vale mesmo a pena, até porque para outra pessoa, a maior parte das vezes, nós ficamos só tachadas de doidas, de isso é uma coisa só da tua cabeça, tens de parar com isso.”
Para a influenciadora, ter ao lado alguém excessivamente desconfiado “é um enorme red flag”.
“Mais vale ficarem sozinhas”
A reflexão prosseguiu na legenda da publicação. Ana Garcia Martins defendeu que uma relação adulta pressupõe responsabilidade de ambas as partes e que viver permanentemente à espera de uma desilusão acaba por provocar um desgaste desnecessário.
“O ciúme é dos sentimentos que mais nos corroem a alma, é doentio, e é também dos mais inúteis. Porque não podemos fazer nada. Tendo uma relação adulta, podemos só esperar que a outra pessoa seja emocionalmente responsável e que tenha um comportamento decente connosco. Se escolher não ter, bem, então depois logo se vê e logo se resolve (normalmente, com um ‘põe-te nas put@s e desaparece’). Agora, sofrer por antecipação e estar sempre com o coração nas mãos, isso é que nem pensar. Mais vale ficarem sozinhas do que presas nessa roda de desgaste e ansiedade.”
A posição da autora não passa, porém, por ignorar comportamentos que suscitem dúvidas. Na mesma partilha, fez questão de separar a recusa do controlo obsessivo da atenção àquilo que acontece na relação.
O alerta para não desvalorizar a intuição
No vídeo, a Pipoca Mais Doce pediu às seguidoras que não confundissem confiança com a obrigação de afastar todas as suspeitas.
“Mulheres, não ignorem o vosso instinto, porque normalmente estou certa. Não estou a dizer para de repente se transformarem em malucas obsessivas compulsivas, desconfiarem do mundo, mas quando tiverem uma ideiazinha que começa a instalar-se na vossa mente, tentem não ignorar, porque mais cedo ou mais tarde provavelmente vão descobrir que onde há fumo há fogo. Portanto, filha, não sejas burra, fica alerta, fica alerta e fica esperta.”
Na legenda, reforçou o conselho, referindo-se ao desconforto de reconhecer mais tarde que determinados sinais tinham sido desvalorizados.
“Dito isto, também não sejam tansas, não ignorem sinais básicos, não ponham a vossa intuição de lado, fiquem espertas. Porque onde há fumo, normalmente há fogo. E se, por um lado, é agradável olharem para trás e confirmarem ‘ahhh, afinal eu não estava maluca’, por outro, é merdoso pensarem que brincaram ao ‘ignorar o óbvio’ por demasiado tempo. Vá lá, mulheres, não sejam burras!”
A publicação surge depois de um período de menor presença nas plataformas digitais e numa fase em que Ana Garcia Martins prepara «Separados de Fresco», espetáculo de comédia no qual aborda a separação. As reflexões agora partilhadas são apresentadas como conselhos gerais sobre relações, sem identificarem uma situação concreta de deslealdade do ex-companheiro.
Veja a publicação AQUI.
