Portugal prepara mudanças frente à Dinamarca e Jorge Jesus aponta Gonçalo Ramos ao onze, no jogo de amanhã.
Gonçalo Ramos deverá ser titular no ataque de Portugal frente à Dinamarca, num jogo para o qual Jorge Jesus prevê três ou quatro alterações. O selecionador apontou a recuperação física como o principal critério para as escolhas e confirmou que Francisco Conceição ficará de fora.
Na antevisão à terceira jornada da fase de grupos da Liga das Nações, Jesus destacou a força física dos dinamarqueses e o perigo das bolas paradas. O encontro está marcado para quinta-feira, 1 de outubro, às 19h45.
Fadiga obriga a gerir a equipa
“Se tudo acontecer normalmente, o Gonçalo é que vai jogar”, afirmou o selecionador, quando questionado sobre a escolha para a frente de ataque.
As alterações, explicou, decorrem da concentração de jogos num período curto.
“Já conversei com os jogadores. Vou fazer alterações. Fiz três ou quatro alterações entre os dois jogos. É obrigatória nesta competição. Quatro jogos em onze dias, praticamente de três em três dias, tens de mexer nos jogadores que te dão mais indicações de fadiga. São indicações após o jogo e os dias de recuperação é que nos vão dar essas indicações. Três ou quatro jogadores vão entrar de novo no jogo.”
À Sport TV, Jesus resumiu a prioridade: “O meu pensamento é em recuperar alguns jogadores que estão carregados.”
O treinador acrescentou que as decisões dependiam da resposta na sessão de trabalho: “Com o País de Gales jogou uma equipa, no segundo jogo não jogaram alguns, agora o treino é que me vai dizer qualquer coisa e o feedback que os jogadores me disserem.”
João Félix dependente da recuperação
Jorge Jesus revelou que João Félix apresentava fadiga muscular depois dos dois primeiros encontros.
“O Félix ainda não treinou. Vou ver como ele está. Ele foi um dos jogadores que fez todo o tempo de jogo, está muito carregado nos dois soleares. É um músculo enganador, parece que está bom e não está. Estou à espera do treino e depois vou ver. Se estiver bom, vai jogar”, explicou.
O selecionador admitiu que teria de ponderar também o compromisso seguinte: “Pode sempre haver alguma percentagem de jogar e depois não joga no Dragão… Também tenho de tomar decisões.”
Sobre Francisco Conceição, foi direto: “O Francisco Conceição, o menino, vai estar fora.”
Bruno Fernandes oferece várias soluções
A utilização de Bruno Fernandes também esteve em análise. Jesus recordou as diferentes funções que o médio desempenhou quando trabalharam juntos.
“O Bruno Fernandes, vocês sabem que ele já foi meu jogador. Fez três posições comigo: segundo médio, segundo avançado e um extremo meio mascarado a jogar por dentro. Eu sei que ele faz estas três posições relativamente bem. Sei que a posição que ele melhor faz será como segundo avançado.”
O treinador detalhou a possibilidade de o utilizar a partir de uma faixa lateral, com movimentos interiores.
“Mas também sei que há várias formas de jogadores com um extremo/médio. Há jogadores com certas características para os quais os treinadores olham de forma diferente. O Bruno é um médio na mesma, mas, quando não tivermos bola, tem de defender mais longe da baliza adversária, mas o posicionamento dele é de dentro para fora.”
Dinamarca exige atenção às bolas paradas
Jesus espera “um ambiente difícil” e identificou a capacidade física do adversário como um dos principais desafios.
“A Dinamarca e a Noruega são equipas muito fortes fisicamente, têm executantes de muita qualidade e isso torna o jogo de bola parada difícil. Não temos uma equipa muito alta e há que encontrar soluções à volta disso”, afirmou à Sport TV.
Na conferência, reconheceu que o tempo disponível obrigou a estabelecer prioridades no trabalho tático.
“No pouco tempo que tivemos para treinar, há momentos que ainda não treinei. Bola parada ofensiva, não há tempo para fazer. Vocês façam o que faziam, foi o que lhes disse. Defensivamente já temos trabalhado muito em termos de posicionamento. Ofensivamente ainda não trabalhei. Eles é que decidem o que já faziam.”
Questionado sobre a opinião do selecionador dinamarquês de que Portugal é mais forte com Cristiano Ronaldo, Jesus concordou, com uma condição: “Subscrevo. O Cris, tendo tempo de recuperar entre jogos, subscrevo isso.”
