Prémio Atores de Cinema: Fundação GDA entrega nove mil euros e esgota encontros para jovens atores

A Fundação GDA vai atribuir nove mil euros em prémios na 19.ª edição do Prémio Atores de Cinema, marcada para 3 de novembro, às 21h30, no Teatro da Trindade INATEL, em Lisboa. A cerimónia será apresentada por Inês Castel-Branco e integra um programa que começa à tarde com encontros dirigidos a atores em início de carreira, cujas vagas já estão esgotadas.

Segundo o comunicado da Fundação GDA, os Encontros com a Experiência – Jornadas para o Ator atingiram este ano um número recorde de inscrições. A iniciativa reunirá jovens profissionais com Inês Castel-Branco, Rui Melo e as realizadoras Margarida Cardoso e Ana Rocha de Sousa.

Soraia Chaves, Filipe Vargas e Afonso Pimentel escolhem os premiados

O júri desta edição é constituído por Soraia Chaves, Filipe Vargas e Afonso Pimentel. Cabe aos três intérpretes avaliar o trabalho dos seus pares nas produções portuguesas de ficção estreadas em sala no ano anterior à atribuição, neste caso, em 2025.

A composição do júri é uma das características da distinção, que a Fundação GDA apresenta como um prémio de atores para atores. Pelo segundo ano consecutivo, a diretora de casting Patrícia Vasconcelos assegura a consultoria.

Mantêm-se as três categorias da edição anterior: Melhor Interpretação – Papel Principal, com quatro mil euros; Melhor Interpretação – Papel Secundário, com três mil euros; e Melhor Interpretação – Novo Talento, com dois mil euros.

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Filipe Vargas destaca diversidade apesar do «subfinanciamento crónico»

Nas declarações incluídas no comunicado, Filipe Vargas descreve o trabalho de avaliação como uma oportunidade para conhecer a diversidade da produção nacional, destacando tanto os intérpretes como as restantes áreas da criação cinematográfica.

“Foi uma viagem tão eclética quanto surpreendente, que revelou uma enorme quantidade e variedade de talentos nacionais, da realização à interpretação, passando pela escrita, fotografia e música. Apesar do subfinanciamento crónico do setor, o cinema português continua a marcar presença nos principais festivais internacionais e a demonstrar vontade de arriscar, explorando novas narrativas e géneros menos visitados entre nós. É essa singularidade, e sobretudo a sua humanidade, que melhor define o nosso cinema.”

O ator defende também que modelos de produção com equipas mais pequenas podem abrir espaço a novos criadores e projetos.

“Há um cinema novo que pode e deve encontrar mais vozes em Portugal. Produzir com equipas pequenas, com maior agilidade e com a nossa ‘prata da casa’ poderá trazer muitos e bons resultados. Foi um privilégio viajar por este universo de filmes de época e dramas sociais, narrativas clássicas e olhares surpreendentes. Viva o cinema português!”

Afonso Pimentel e Patrícia Vasconcelos sublinham o trabalho coletivo

Afonso Pimentel destaca, por sua vez, o contacto com diferentes perspetivas proporcionado pela participação no júri.

“Ter a oportunidade de ver tantas histórias e visões do mundo é um privilégio. Os prémios são também uma forma de celebrarmos a sorte de vivermos os sonhos. Parabéns a todos e longa vida ao cinema português”, afirma o ator, citado pela Fundação GDA.

Patrícia Vasconcelos associa esta edição à visibilidade da criação nacional e salienta a contribuição dos vários profissionais envolvidos em cada filme.

“É uma felicidade sentir que o nosso cinema tem cada vez mais voz e espectadores e que o interesse pelo que se faz em Portugal continua a crescer, dentro e fora do país. Estão de parabéns todos os criadores que, em conjunto, tornam possível uma obra cinematográfica.”

Jornadas aproximam diferentes gerações de atores

Antes da entrega dos prémios, os Encontros com a Experiência vão ocupar a tarde no Teatro da Trindade. A construção de uma carreira, o setor audiovisual e as dificuldades dos primeiros passos no cinema estarão em discussão com os quatro convidados.

Além da partilha de percursos profissionais, a iniciativa procura facilitar o contacto entre atores da mesma geração e profissionais mais experientes.

De acordo com a Fundação GDA, os encontros passaram a realizar-se com maior regularidade nos últimos anos e chegaram pela primeira vez ao Porto em março. A entidade considera que essa maior abrangência poderá ter contribuído para o crescimento do interesse pela iniciativa, que chega à edição de novembro com todas as vagas preenchidas.

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