Rafael Leão explica camisola 7 e Hjulmand reconhece superioridade de Portugal

Rafael Leão explica camisola 7 e Hjulmand reconhece superioridade de Portugal no jogo de ontem à noite.

A camisola 7 teve um significado duplo para Rafael Leão na vitória de Portugal sobre a Dinamarca, por 4-2. O avançado associou o número ao seu ídolo de infância, Cristiano Ronaldo, e ao nascimento dos filhos, enquanto, do lado dinamarquês, Morten Hjulmand reconheceu a superioridade da seleção portuguesa.

Os dois jogadores falaram depois do encontro de quinta-feira, 1 de outubro, no Estádio Parken. Leão destacou a preparação da equipa por Jorge Jesus; Hjulmand identificou o espaço concedido a Bruno Fernandes como um dos problemas que a Dinamarca não conseguiu resolver.

“Simplesmente tentei honrar a camisola e desfrutar”

Na zona mista, Rafael Leão explicou o que sentiu ao utilizar o número habitualmente associado a Ronaldo.

“Sim, o Cris para mim é um ídolo, um ídolo de infância. O número sete para mim tem um significado especial. Foi a data do nascimento dos meus filhos. Simplesmente, tentei honrar a camisola e desfrutar, com os meus companheiros. Acho que o mais importante foi termos feito um bom jogo e ganho”, afirmou.

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Questionado sobre a saída do capitão do estágio, o avançado disse acreditar que Ronaldo estaria satisfeito com o resultado.

“É um assunto que não nos diz respeito, demonstrámos mais uma vez que somos um grupo. Certamente que ele, em casa, está contente pela vitória. Eu, como companheiro e porque dou-me bem com ele, sei como ele é e, lá está, o mais importante é a equipa. Foram mais três pontos, somos líderes do grupo e agora é descansar e preparar o jogo de domingo”, declarou, referindo-se à receção à Noruega.

Leão elogia preparação e eficácia

O internacional português salientou as dificuldades esperadas frente aos dinamarqueses e a forma como a seleção conseguiu responder.

“Sabíamos que ia ser um jogo difícil. Eles jogando em casa, com o apoio dos adeptos. Era uma equipa parecida à Noruega, muito física, mas o mister tem-nos preparado muito bem. Nestes dois jogos, entrámos muito bem organizados. Depois, criando oportunidades de golo, fomos muito eficazes e fizemos quatro golos”, analisou.

A avaliação encontrou correspondência nas palavras de Hjulmand à Sport TV. O médio dinamarquês admitiu que a estratégia de pressão da sua equipa não foi suficiente para travar Portugal.

“Foi um jogo muito competitivo, tentámos dominar, apesar de terem jogadores de classe mundial. Sinceramente, são uma equipa melhor do que nós. Tentámos mostrar as nossas forças, ir homem a homem, pressionar alto, ser agressivo e criar oportunidades. Perdemos alguns duelos e eles conseguiram espaços, principalmente com o Bruno Fernandes. Se ele tiver espaço, vai ter sucesso e fê-lo duas vezes”, afirmou.

Hjulmand deixa mensagem de respeito a Ronaldo

O antigo capitão do Sporting preferiu não avaliar o conflito entre Ronaldo e Jorge Jesus, por desconhecer o que aconteceu entre ambos.

“É difícil para mim falar sobre a situação, não sei o que aconteceu entre ele e o treinador ontem, prefiro não comentar porque não sei. Dou-lhe apenas o meu respeito pela carreira que teve com Portugal, o que deu aos portugueses também”, disse.

O encontro permitiu-lhe ainda conversar com antigos companheiros antes do aquecimento, um reencontro que aproveitou para reafirmar a ligação ao Sporting.

“Sim, falei com eles, tenho saudades deles. Espero que eles consigam dar a volta no Sporting e vençam o campeonato. Vou sempre ver o Sporting e espero que consigam tanto sucesso como merecem. Até ao fim, estarei a ver. Tenho visto alguns jogos, sei que vai ser difícil, mas acredito até ao fim. Força Sporting, sempre, sempre”, afirmou.

Sobre a transferência para o Atlético de Madrid, Hjulmand explicou a vontade de conhecer outra realidade competitiva.

“Precisava de um novo desafio, para ser sincero o Atlético deu-me isso, uma liga diferente. Era o que queria fazer, apesar de ter tido três anos espetaculares no Sporting, que nunca vou esquecer, mas quando recebi a oferta percebi que era bom”, concluiu.

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