Republicanos exigem punições a Bad Bunny e às televisões após espetáculo polémico no Super Bowl, segundo foi revelado.
Críticas ao espetáculo do intervalo geram reação política
Congressistas republicanos nos Estados Unidos reagiram duramente ao espetáculo do intervalo do Super Bowl, protagonizado por Bad Bunny. Na terça-feira, vários deputados pediram sanções severas contra o artista e contra os responsáveis pela transmissão.
Em causa estão acusações de linguagem imprópria e conteúdos considerados ofensivos durante a emissão televisiva em sinal aberto.
Pedido formal à entidade reguladora dos media
O congressista Randy Fine dirigiu-se diretamente à Comissão Federal de Comunicações (FCC), exigindo medidas exemplares. O republicano considera que a atuação violou as normas legais de transmissão.
Nas redes sociais, escreveu de forma explícita:
“Pedimos [ao FCC] medidas drásticas, incluindo multas e revisão das licenças de transmissão da NFL, da NBC e de ‘Bad Bunny’. Prendam-nos”.
Letras traduzidas e acusação de indecência
Segundo Randy Fine, algumas letras das músicas interpretadas incluíam termos que, traduzidos para inglês, seriam proibidos na televisão generalista. O congressista apontou palavras como “pénis” e “rabo”.
Além disso, classificou o espetáculo como contendo “toda a outra porcaria pornográfica repugnante”, defendendo que a transmissão deveria ter sido suspensa.
Investigação formal pedida no Congresso
Entretanto, Andy Ogles juntou-se às críticas e enviou uma carta à Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes. O deputado solicitou uma investigação à NFL e à NBC.
Na missiva, acusou as entidades de “facilitarem esta transmissão indecente”, argumentando que a música “glorifica a sodomia e outras depravações indizíveis”.
Alegadas consequências para o público infantil
Na mesma carta, Andy Ogles afirmou:
“As crianças foram forçadas a suportar exibições explícitas de atos sexuais gay, mulheres a abanar-se provocativamente e Bad Bunny a agarrar descaradamente a sua virilha enquanto se esfregava no ar”.
As declarações intensificaram o debate público em torno do espetáculo.
Comparação com polémica histórica do Super Bowl
Por sua vez, Mark Alford revelou que os republicanos “já estão a investigar” formalmente a atuação no Congresso. Para o deputado, o episódio pode ser mais grave do que o incidente de 2004 envolvendo Janet Jackson.
Em entrevista ao canal Real America’s Voice, afirmou:
“Não falo espanhol fluentemente, sei como perguntar onde fica a casa de banho, mas estas letras, se o que foi dito na televisão nacional for verdade, temos muitas perguntas para as estações que as transmitiram”.
Donald Trump junta-se às críticas
A controvérsia ganhou ainda maior dimensão depois de Donald Trump comentar o espetáculo. O Presidente classificou a atuação como “uma das piores da história” e uma “afronta à grandeza” dos Estados Unidos.
Contexto de pressão sobre os media
Importa recordar que o atual presidente da FCC, Brendan Carr, já tinha instado os órgãos de comunicação social a alinharem-se com a administração Trump. Em setembro, chegou a ameaçar rever licenças da ABC devido a comentários do humorista Jimmy Kimmel.
Assim, o caso Bad Bunny surge num contexto de crescente tensão política entre o Partido Republicano e os grandes grupos mediáticos norte-americanos.





