Ricardo Martins Pereira defende António Leal e Silva e denuncia ameaças após Globos de Ouro devido aos comentários.
Ricardo Martins Pereira saiu em defesa de António Leal e Silva depois das reações aos comentários sobre os visuais dos Globos de Ouro. Num vídeo partilhado nas redes sociais na quarta-feira, 30 de setembro, o comentador da CMTV afirmou que a contestação ultrapassou a crítica e passou a incluir insultos e ameaças.
Na sua intervenção, Ricardo Martins Pereira defendeu que António Leal e Silva estava a avaliar escolhas de vestuário e colocou a liberdade de expressão no centro do argumento.
“Limitou-se a dizer mal de roupa”
O comentador começou por apresentar a sua leitura das apreciações feitas por António Leal e Silva sobre a gala da SIC.
“O António Leal e Silva não fez ataques ao carácter de ninguém, à personalidade de ninguém. Ele limitou-se a dizer que não gostava de determinadas roupas que certas pessoas usaram nos Globos de Ouro. Foi isto, foi só isto. Não foi mais nada.”
Ricardo Martins Pereira considerou ainda que o tom utilizado correspondia ao registo habitual do comentador de moda.
“E foi isto num registo de humor, que é o registo que ele usa sempre (…). Limitou-se a dizer mal de roupa. Roupa, não é de pessoas. É de roupa que as pessoas estavam a usar.”
A defesa surgiu no contexto da polémica que envolveu comentários a várias figuras públicas, incluindo Filipa Nascimento, e que motivou respostas nas redes sociais.
Ricardo Martins Pereira invoca liberdade de expressão
No vídeo, o comentador argumentou que a defesa da liberdade de expressão deve abranger também opiniões de que se discorda.
“Nós devemos ser livres de dizer aquilo que pensamos e os outros devem ser livres de dizer aquilo que bem entendem (…). E defender a liberdade é, sobretudo, defender que o outro tem total liberdade de dizer o que pensa, sobretudo quando nós não concordamos.”
Ricardo Martins Pereira afirmou depois que António Leal e Silva estava a receber mensagens que iam além da discordância.
“O António Leal e Silva não está a ser criticado (…). Ele está a ser insultado, ameaçado de tudo e mais alguma coisa, desde pancadaria, ameaças à família, com insultos de todo o género. É absolutamente indigno e insultuoso.”
A intervenção terminou com uma mensagem de apoio: “Portanto, um abraço aqui para o António Leal e Silva, muita força, continua a dizer aquilo que tu pensas sempre.”
António Leal e Silva pediu que parassem de lhe enviar mensagens
Nesse mesmo dia, António Leal e Silva tinha publicado um vídeo em que pediu aos seguidores que deixassem de lhe encaminhar referências ao que outras pessoas diziam sobre si.
“Eu vou-vos pedir um favor. Eu não quero saber nada do que se passa. Não quero saber quando falarem de mim. Não quero saber do que dizem de mim. Eu só quero viver em paz”, afirmou nas redes sociais.
O comentador falou também de dificuldades pessoais, sem as desenvolver: “Eu não tenho que ir aqui expor a minha vida, os meus problemas de saúde, aquilo que eu passo (…). Mas às vezes a vida não é tão simples quanto nós demonstramos. E para se manter sempre a estar, consome muita energia.”
No final, reforçou o pedido de afastamento da discussão: “Não venham mandar mensagens a dizer que o outro falou, que o outro disse. Não quero saber. Digam de mim o que quiserem. Deixem-me agora um bocadinho em paz. Eu preciso mesmo.”
