Rita Matias publicou uma mensagem nas redes sociais em que associa a tensão social na Europa às políticas de imigração e integração seguidas nas últimas décadas. Num texto divulgado no Facebook, responsabiliza os governos europeus e afirma que os sinais de alerta foram ignorados.
“Há anos que avisamos que esta convulsão social acabaria por chegar à Europa”, começou por escrever.
Na publicação, Rita Matias defende que o ritmo de chegada de imigrantes não foi acompanhado pela capacidade de integração dos países de acolhimento: “Durante décadas, os governos europeus permitiram a entrada de milhões de pessoas, num ritmo completamente desproporcional face à capacidade de integração das sociedades que os recebiam.”
O texto apresenta esta relação como a leitura política da autora, sem identificar episódios concretos ou apresentar dados que sustentem a ligação estabelecida.
“Confundiram a atribuição de nacionalidade com a integração”
Rita Matias prosseguiu com críticas à atribuição de documentos e apoios sociais, defendendo que faltaram planeamento e exigências no processo de acolhimento.
“Distribuíram documentos, concederam apoios sociais e ignoraram a realidade evidente. Não é possível absorver tantas pessoas, em tão pouco tempo, sem planeamento e sem exigências claras”, escreveu.
A publicação centra depois a atenção nos bairros e nas condições de integração das gerações seguintes: “Permitiram que se formassem bairros segregados, onde gerações cresceram à margem da sociedade, sem uma verdadeira integração cultural e social.”
Na mesma linha, acrescentou: “Confundiram a atribuição de nacionalidade com a integração. Ignoraram os problemas de coesão social e desvalorizaram os sinais de tensão.”
Rita Matias pede escrutínio das decisões políticas
Para Rita Matias, a situação exige uma avaliação das opções tomadas pelos governos: “Hoje, a Europa enfrenta as consequências de décadas de decisões políticas que merecem ser escrutinadas.”
A autora defendeu ainda que a integração não resulta automaticamente do acesso a apoios ou da obtenção de nacionalidade: “A integração não se decreta, não se compra com subsídios e não acontece automaticamente com a entrega de um passaporte.”
O texto termina com duas frases que resumem o tom da intervenção: “Durante anos, os avisos foram ignorados. Agora, a Europa arde.”
