Rui Fernandes após Elvas: «É uma terra que me diz muito», afirmou o cavaleiro após a corrida realizada na sexta-feira.
Entrevista e Fotografia: Carlos Pedroso
Texto: Rui Lavrador
Rui Fernandes terminou satisfeito a passagem pelo Coliseu Comendador Rondão de Almeida, em Elvas, na noite de sexta-feira, 25 de setembro. Depois das duas lides na segunda corrida integrada na Feira de São Mateus 2026, o cavaleiro falou ao Infocul.pt sobre a atuação, o momento que atravessa em Portugal, a ligação pessoal à região e também sobre o reencontro em praça com João Salgueiro.
Questionado sobre a possibilidade de a segunda lide em Elvas ter sido uma das melhores que realizou esta temporada em Portugal, Rui Fernandes preferiu alargar o olhar ao conjunto do ano.
“Fico contente por achar isso, mas penso que foi uma temporada bastante completa este ano em Portugal”, começou por responder ao Infocul.pt.
O cavaleiro mostrou-se satisfeito com aquilo que conseguiu construir em Elvas, mas não quis reduzir uma temporada inteira a uma única atuação.
Competição saudável com João Salgueiro
A conversa passou depois pelo cartel e pela presença de João Salgueiro.
Rui Fernandes respondeu a rir e num tom claramente elogioso ao colega, explicando que ter Salgueiro ao lado também obriga quem alterna com ele a estar particularmente atento e aplicado.
“O gajo é muito perigoso e então eu vou ter de me aplicar um bocadinho mais.”
A expressão surgiu num registo de brincadeira e reconhecimento da capacidade de João Salgueiro para apertar a competição em praça.
Rui Fernandes mostrou ainda satisfação por voltar a partilhar uma corrida com o cavaleiro.
“Já tinha saudades de o ter aqui ao meu lado vestido de toureiro.”
Numa noite em que ambos conseguiram momentos de forte resposta do público, essa competição saudável ajudou também a dar ritmo à corrida.
Uma ligação que passa por Campo Maior
A presença em Elvas tem ainda uma dimensão pessoal para Rui Fernandes.
O cavaleiro explicou ao Infocul.pt que a proximidade a Campo Maior reforça a ligação que sente a esta zona do país.
“É muito bonito, porque a família da minha mulher é daqui perto, de Campo Maior, e estou muito contente por estar aqui hoje.”
Não é, por isso, apenas a importância taurina da praça que torna Elvas especial para Rui Fernandes.
A ligação familiar à região e a relação construída ao longo dos anos com o público ajudam a explicar o significado de voltar ao Coliseu.
“É uma terra que me diz muito”
Foi precisamente nessa relação com Elvas que Rui Fernandes colocou maior ênfase no final da entrevista.
“Vir a Elvas é sempre muito gratificante. É uma terra que me diz muito.”
A casa cheia e a resposta recebida durante as duas atuações foram também destacadas pelo cavaleiro.
“Ver esta moldura humana e ver a reação das pessoas à atuação que tive deixa-me muito feliz e cheio de vontade de voltar.”
A passagem pela Feira de São Mateus terminou assim com um balanço positivo para Rui Fernandes, numa temporada que o próprio considera globalmente consistente em Portugal e numa praça onde a ligação vai além da arena.
Elvas voltou a deixá-lo satisfeito com aquilo que fez diante do touro e, sobretudo, com aquilo que recebeu das bancadas.
