Rui Porto Nunes: “Quando corre sempre tudo bem, não temos maneira de aprender nem de evoluir”

Rui Porto Nunes: “Quando corre sempre tudo bem, não temos maneira de aprender nem de evoluir”, considerou.

Quase 20 anos de carreira e muita aprendizagem

Aos 38 anos, o ator que marcou a série “Lua Vermelha” está de regresso ao projeto, mas agora sem o papel principal. Questionado pela Nova Gente, sobre o percurso de quase duas décadas na representação, confessou: “Já são alguns e, para responder à tua pergunta inicial, se pedalei muito, posso dizer-te que sim: já ganhei, já perdi e já tive de trabalhar muito para continuar aqui ao final deste tempo todo.”

Ele destacou ainda a exigência da profissão, principalmente no que toca à resiliência. “É uma profissão exigente a todos os níveis, sobretudo a nível da resiliência, porque nem todos temos a sorte e nem todos conseguimos estar sempre a trabalhar a 100%. Portanto, temos de pedalar muito para conseguir estar sempre aqui.”

De realizador a protagonista: um percurso inesperado

O ator lembrou que a sua entrada na interpretação aconteceu quase por acaso. Inicialmente, estudava cinema para se tornar realizador, mas acabou por entrar em cena como figurante e depois protagonista em vários projetos. Sobre essa transição, afirmou: “Comecei a estudar cinema porque queria ser realizador, depois passei a ser figurante e depois protagonista de alguns projetos e fiz todos os géneros possíveis. Isso deixa-me muito feliz.”

Ganhar, perder e aprender com o caminho

Ao falar sobre vitórias e derrotas na carreira, explicou que nem sempre as apostas resultam como esperado. No entanto, encara as dificuldades como oportunidades de crescimento. “Quando digo já perdi, significa que, às vezes, fazemos escolhas da nossa vida ou apostas que pensamos que vão correr bem e não correm assim tão bem. Mas isso faz parte do jogo.”

Por fim, lembrou um princípio do desporto que aplica à vida pessoal e profissional: “No desporto temos muito um lema, que é: ‘Aprende-se muito mais nas derrotas do que nas vitórias’. E acho que na vida isso também funciona um bocadinho assim. Quando corre sempre tudo bem, não temos maneira de aprender nem de evoluir.”

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