Soraia Carrega quebra o silêncio após expulsão da 1.ª Companhia e fala em luto e recomeço, na manhã de hoje.
Primeira entrevista depois da saída do reality show
Depois de ter sido expulsa da 1ª Companhia na gala de sábado, 17 de janeiro, Soraia Carrega esteve esta segunda-feira, dia 19, no Dois às 10.
Foi a primeira conversa em televisão após a sua participação no formato da TVI.
“Gostava de ter ficado mais um pouco”
Questionada por Cláudio Ramos sobre se sentiu que saiu cedo demais, Soraia respondeu de forma ponderada.
Reconheceu vontade de continuar, mas também limites emocionais.
“Gostava de ter ficado mais um pouco, mas por outro lado eu estava a aguentar as saudades, estava a aguentar estar sem telemóvel, não senti falta. Claro que senti falta da minha família e dos meus amigos”, afirmou.
Disciplina, silêncio e mudança de hábitos
Durante a conversa, a ex-concorrente revelou que o ambiente do quartel teve impacto.
Um dos aspetos que mais a surpreendeu foi a ausência total de estímulos.
“Fez-me muita confusão não haver música”, confessou.
Ainda assim, explicou que a decisão de entrar foi pensada.
“Eu não sei se há um ano teria aceite. (…) Este fez sentido porque tinha uma coisa que eu estava a precisar muito há muito tempo: esta questão do regime e disciplina. Também vi como uma oportunidade de mudar hábitos”, contou.
Um ano marcado por perdas pessoais
Além do desafio físico e emocional, Soraia Carrega atravessava um período difícil.
A atriz assumiu sentir-se estagnada antes de aceitar o convite.
“Estava estagnada”, disse, explicando que o último ano foi particularmente duro.
“Também foi um ano de luto, perdi as minhas duas avós, perdi as mulheres da minha vida”, revelou.
O peso emocional do convite
Confrontada sobre as circunstâncias dessas perdas, Soraia partilhou um detalhe íntimo.
A coincidência entre o convite e a morte da segunda avó marcou-a profundamente.
“A primeira, que iria nesta semana fazer 69 anos, faleceu muito cedo, faleceu 10 dias antes do meu aniversário. E esta segunda tinha 80, faleceu no dia em que recebi o convite.”
A ligação emocional ao programa era antiga.
Segundo contou, a avó acompanhava televisão com atenção.
“Curiosamente, ela gostava muito da Maria Botelho [Moniz], gostava muito de ti também, e dizia: ‘Soraia, tu é que devias entrar numa coisa destas’.”
Um recomeço que fazia sentido
Embora a avó já não soubesse do convite, o desejo estava presente.
Para Soraia, recusar não foi opção.
“A minha avó queria isto, que timing estranho, eu não podia não aceitar.”
A decisão surgiu como um símbolo de viragem.
“Para mim acho que fazia sentido, era uma oportunidade para fazer aqui um recomeço. Não tinha intenção de ir fazer um luto (…) só que houve coisas que acabaram por gritar um bocadinho mais alto.”
A entrevista deixou claro que a passagem pela 1.ª Companhia foi mais do que um jogo.
Foi, acima de tudo, um momento de confronto interior e de transformação pessoal.
Veja este momento AQUI.





