Tânia Laranjo critica apoios aos carros elétricos e contrasta as opções disponíveis para os mais carenciados com as ajudas de custo atribuídas a Benjamim Pereira. Numa publicação no Facebook, a jornalista recuperou duas notícias para questionar as diferenças e defender a importância do jornalismo.
“Não prometi que este seria o último texto sobre os carros eléctricos. E, pelos vistos, o assunto ainda dá para carregar mais umas quantas vezes”, começou por escrever.
Referindo-se a uma notícia da revista Sábado, Tânia Laranjo apontou o que descreve como uma escolha limitada para quem pretende beneficiar dos apoios.
“Afinal, são três as marcas que os mais carenciados podem comprar. Três. Não é força de expressão. É mesmo o catálogo. A revista Sábado noticia hoje esta extraordinária limitação. Há apoios para todos, desde que gostem dos modelos escolhidos por quem decidiu o que é ser carenciado”, afirmou.
Ajudas de custo de Benjamim Pereira entram na crítica
Na mesma publicação, a jornalista trouxe para a discussão uma notícia do Correio da Manhã sobre Benjamim Pereira, que identifica como presidente do IHRU.
“Hoje, o Correio da Manhã também noticia que o amigo de Montenegro ganha um «salário extra» em quilómetros. Benjamim Pereira, presidente do IHRU, recebeu 16.243 euros em ajudas de custo por usar o carro próprio ao serviço do instituto, apesar de a lei determinar que isso só deve acontecer a título excepcional”, escreveu.
Tânia Laranjo esclareceu ainda a sua ligação ao trabalho referido: “A notícia é assinada por Sérgio Azenha e por mim.”
A jornalista estabeleceu depois uma comparação entre os dois casos, criticando aquilo que considera um contraste no acesso aos apoios e na utilização de recursos públicos.
“É curioso este país. Para os mais carenciados, o Estado escolhe três marcas de automóveis. Para outros, pelos vistos, até os quilómetros podem ser uma fonte de rendimento. Uns têm de escolher entre três carros. Outros conseguem fazer render o seu”, apontou.
No final, Tânia Laranjo deixou uma mensagem sobre o papel da profissão no escrutínio público: “É só isto. E é também por isto que o jornalismo faz falta. Porque sem jornalismo não há democracia.”
